Escola de Enfermagem da Ufam é homenageada na Aleam

Foto: Reprodução

Em homenagem aos 70 anos da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) realizou uma sessão especial. Feita tradicionalmente pelo deputado federal José Ricardo (PT), este ano a celebração foi realizada pelo deputado Serafim Corrêa (PSB).

A Escola de Enfermagem de Manaus, de acordo com o parlamentar, foi a primeira da região Norte, contribuindo para a formação de profissionais qualificados para prestação do cuidado de enfermagem à população do Amazonas, bem como a consolidação e defesa do SUS (Sistema Único de Saúde).

O deputado federal José Ricardo, que participou da Sessão Especial, defendeu a necessidade de valorização dos enfermeiros e enfermeiras, técnicos e auxiliares de enfermagem. “Eles enfrentam dificuldades na profissão. Carga horária pesada, baixos salários, falta estrutura de trabalho e muitos ficam doentes. É necessário concurso público. Os terceirizados recebem pouco e seus salários sempre estão atrasados, causando muitos prejuízos aos trabalhadores. Nos últimos anos, o Estado contratou muitos profissionais pela terceirização, mas com salários muito baixos. É necessário valorizar, cuidar melhor de quem cuida da gente quando precisamos nos hospitais”, disse José Ricardo.

O parlamentar lembrou que está apoiando a luta pelo piso salarial da categoria e a jornada semanal de 30 horas, uma pauta que está em tramitação no Congresso Nacional.

Diretor da Escola de Enfermagem da Ufam e presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben/Amazonas), Esron Soares Carvalho Rocha, recebeu uma placa de reconhecimento e afirmou que a Escola de Enfermagem, ao longo desses 70 anos de atuação, se mantém firme no propósito de formar profissionais qualificados e humanizados.

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Dez enfermeiros receberam certificados pelos relevantes serviços prestados à área.

História

A Escola de Enfermagem iniciou suas atividades em 2 de dezembro de 1949, no âmbito da Superintendência do Plano Nacional de Valorização da Amazônia (SPVEA) e mantida pela Fundação Serviço Especial de Saúde Pública pelos 42 anos seguintes.

A partir de 1991, passou compor a estrutura da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), onde ficou até 1997. No dia 27 de agosto daquele mesmo ano, a Escola foi incorporada à estrutura da então Universidade do Amazonas, migrando do Ministério da Saúde para o Ministério da Educação (MEC). O nome, no entanto, não foi modificado, mantendo-se a tradicional nomenclatura.

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