Facilidade – Por Max Diniz Cruzeiro

Neurocirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

Facilidade é o desencadeamento de uma ou mais ações com escassez ou ausência de bloqueios no qual um indivíduo se permite reproduzir uma ou mais atividades para se realizar uma tarefa.

A via onde se desenvolve uma ação é livre para o trânsito cognitivo, a fim de que o indivíduo se expresse sem a necessidade de agregar uma força adicional para que uma tarefa seja realizada.

É um exercício volitivo, onde esta vontade segue sempre o sentido do fluxo de pensamentos, sem causar oposições, gerando consequências diretas por onde se pesa um conteúdo decisório de um indivíduo.

Facilidade é o domínio de um código em seu contexto de transmitir uma ou mais ideias, pois basta a vivência por meio da imagética que um indivíduo é capaz de converter em instruções linguísticas para sintetizar aquilo que deseja encaminhar do seu espaço interior, pela vida de expressão, para o espaço ambiente.

É um transitar entre, dentro, através de uma estrutura onde se tem a liberdade plena para criar, fundir ou elevar conceitos, sem se abastecer de um contencioso, ou uma ruptura, que impeça o indivíduo de controlar suas aquisições mnêmicas para transmitir a sua ideação ou verdade.

Facilidade é o desenvolver operativamente sobre o ambiente, os condicionantes que permitirão a um indivíduo manipular a matéria em sua volta, sem representar uma falta de instrumentação pois já se conhece a identidade e a representatividade física dos elementos com que este indivíduo interage para sua sobrevivência e se é sabedor desta manipulação.

Neurocirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

É dotar de conteúdos de aprendizagem, no qual a identificação com os processos permite rapidamente que as construções cognitivas possam ser desencadeadas conforme a necessidade de um indivíduo.

Portanto, facilidade também é repetição com êxito no qual não é visível nenhum tipo de reação que reproduza dor psíquica para sua realização.

Facilidade é uma fundição que um indivíduo constrói somaticamente para atribuir a determinada ação, um atributo subjetivo e emocional que atrelado ao processo de descarga de energia, gera uma ação condicionada ao fluxo de prazer, no qual sensações desprazerosas são desprezadas ou não percebidas porque nada gera resistividade para fixar o indivíduo dentro do processo, no qual não permita que ele evolua dentro da atividade.

É um exercício que está atrelado a harmonia, domínio, tranquilidade, certeza, gestão homeostática, … no qual uma pessoa é capaz de canalizar conscientemente recursos que a permitem desenvolver uma função utilidade sem nenhuma causa geradora de distresse.

O princípio de harmonia, que se ancora inconscientemente ao conceito facilidade dota o signo de o vínculo com uma frequência em que o controle absoluto do psicológico não chega a problematização sobre o desencadeamento da pulsão que faz o indivíduo exercer uma tarefa.

O domínio pode ser percebido como uma habilidade de coordenar dimensões, aspectos e perspectivas do cógnito que permitem gerar um estado de tranquilidade que o exercício de uma tarefa é apenas uma questão de preenchimento temporal com as coordenações suscetíveis já conhecidas deste indivíduo.

A tranquilidade é uma construção psicológica em que os recursos canalizados ativam uma funcionalidade certa, no qual não é necessário que novas forças sejam alocadas, em que se visualizaria um desgaste para adequar novamente a tarefa dentro da linha de produção cognitiva.

A certeza é uma habilidade, também de classe interna, subjetiva, e inconsciente, que dota o indivíduo do equilíbrio de que os processos mecânicos que estão sendo desencadeados irão cumprir o papel ao qual foram setados para influenciar o psicológico na inflexão de movimentos de expressão, ao qual intenciona um indivíduo aflorar um conteúdo para o ambiente.

A gestão homeostática, permita que os controladores ao longo do processo gerem estabilidade cognitiva para o indivíduo que realiza a ação, por intermédio de tarefas.

A não ruptura de um modelo de pensamento quando perseguido gera aspectos de facilidade da execução de tarefas em relação ao fluxo desencadeado. Porém, se o fluxo desencadeado se distancia da realidade produzida por um sujeito, então, a consequência direta será uma tentativa de realocação de trabalho, em que os indícios de facilidade passam a não corresponder a necessidade de produção de um indivíduo, então o trabalho passa a se tornar penoso, provocar dor psíquica, e de difícil obtenção ou conclusão.

O desvio somático de um objetivo retira a facilidade de um indivíduo na percepção de realização de uma tarefa. Quanto mais longe um indivíduo caminha distanciado de seu objetivo, maior será a propensão deste indivíduo se distanciar do conceito de facilidade.

Aspectos como importância, importância relativa, quantidade, qualidade, relevância, hierarquia conceitual, economia, prioridade, influência, intensidade, magnitude, … são fundamentais para a percepção da subjetividade de um objeto, visto como um manuseio como tarefa, se distanciar em termos de atributos, instanciados em torno de métricas cognitivas, classificar ou eliminar o aspecto de facilidade de uma tarefa como uma unidade que integra uma dimensão sensória. Portanto, classificações distintas que envolvem experimentações diferenciadas classificam tarefas em graus associativos diferenciados, por isto um conteúdo pode ser relativamente fácil para um indivíduo, e para outro, não representar uma dimensão sensória de fácil integração ou resolução. Porque indivíduos distintos possuem diferentes expectativas, possuem diferentes conteúdos na mente e se associam de forma diferente com o ambiente.

 

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