FIEAM reúne presidentes de sindicatos para tratar da nova CLT

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A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) realizou ontem (21), por meio de videoconferência, o diálogo da Rede Sindical da Indústria sobre a modernização trabalhista e seus impactos sobre o ambiente de negócios. Presidentes dos 27 sindicatos patronais da entidade, representantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) e advogados interagiram com participantes de federações das indústrias e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A gerente executiva de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia de Souza, apresentou as principais mudanças na Lei Nº  13.467/2017. Para a CNI, as modificações são relevantes e representam o avanço para modernização das relações do trabalho no País.

Segundo Sylvia de Souza, de 922 artigos da CLT 54 foram alterados, outros 43 foram inseridos e nove revogados. Também houve mudanças na Lei Nº 6019/1974, no que se refere à regulamentação da terceirização com a alteração de dois artigos e a inserção de três novos. A Reforma Trabalhista resultou assim em 114 artigos, entre inseridos e alterados.   

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“A FIEAM apoia as mudanças na Lei Trabalhista que estava ultrapassada e precisava de modernização para acompanhar o mercado e as atuais relações de trabalho. Esse encontro permitiu ao empregador da indústria amazonense alinhamento no conhecimento para ampliar o diálogo sobre o tema com seus funcionários”, explicou o primeiro vice-presidente da entidade, Nelson Azevedo.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus, Carlos Alberto Rosas, o momento é de estudos sobre o que mudou na Reforma Trabalhista para que, em novembro, quando começa a vigorar, funcionários e patrões tenham conhecimentos para tratar das adequações da Lei.

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“Foram muitas modificações e se não houver esse tipo de iniciativa, que explica como era como ficou a CLT, haverá falta de conhecimento que pode impactar nas novas relações de trabalho”, avalia Rosas.

 O empresário é sócio-diretor da Fábrica Virrosas, empresa que emprega 32 funcionários na fabricação de vinagres. Para Carlos Rosas as alterações realizadas na reforma não vão impulsionar a abertura de emprego no mercado, mas vão contribuir para a simplicidade no trâmite da contratação, planejamento de recursos para o novo funcionário e segurança de direitos tanto do empregador quanto do empregado.   

A Rede Sindical da Indústria faz parte do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), promovido pela CNI em parceria com as Federações. A iniciativa visa estimular o relacionamento dos sindicatos entre si e com suas Federações por meio da criação e manutenção de canais para troca de informações, realização de consultas e mobilização sobre assuntos de interesse dos setores produtivos industriais.

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