
Após os movimentos estudantis e de trabalhadores em todo o País, o extremista de direita Flávio Bolsonaro (PL), diz que não vai mais bloquear a votação do fim da 6X1, mas antecipa que vai compensar os empresários, pelo que ele chama de eventual prejuízos.
De acordo com o extremista de direita do PL, cabe ao governo ‘devolver” os prejuízoas aos empresários. Ele anunciou nesta terça-feira, 13, que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6 por 1. Ironicamente, ele disse que a decisão foi tomada para atender “a maioria da população”.
Até então, Flávio Bolsonaro teceu muitas críticas à PEC que acabava com a escala 6X1 e defendia um outro modelo, o de remuneração por hora trabalhada.
Recado das ruas
Observadores, no entanto, acreditam que sejam os milhões de estudantes e trabalhadores que movimentaram as grandes capitais brasileira na última semana exigindo o fim da PEC e acusando o candidato da extrema direita por querer escravisar o povo para regalia dos empresários. A votação da PEC está marcada para amanhã, 14, no Senado.
Contudo, Flávio Bolsonaro não abandonou a ideia inicial. “Queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho”, declarou. No caso, a “flexibilização” de horas trabalhadas e CNPJ individual para os trabalhadores.
Flávio Bolsonaro foi mais além: “cabe ao governo compensar prejuízos aos empresários. Quem vai pagar essa conta vai ter de ser o governo, porque os empresários estão sufocados. O governo vai ter de bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas”, afirmou.




