‘Foi erro meu’, diz Zuckerberg em depoimento nos EUA

CEO do Facebook Mark Zuckerberg chega a reunião com senador Bill Nelson - Alex Wong/AFP

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse ao Congresso dos Estados Unidos em um depoimento escrito, divulgado nesta segunda-feira, que a rede de mídia social não fez o suficiente para evitar o mau uso e se desculpou. O CEO assumirá a responsabilidade pela falha de sua rede social em proteger os dados privados de seus usuários, segundo o documento de seu testemunho, um dia antes da audiência ante parlamentares americanos.

“Está claro agora que não fizemos o suficiente para impedir que essas ferramentas sejam usadas para causar danos”, disse ele em um depoimento escrito divulgado pelo Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos EUA.

Na semana passada, Zuckerberg admitiu que o Facebook provavelmente levará “alguns anos” para resolver os problemas sobre o uso irregular de dados privados de usuários da rede. No testemunho escrito, o presidente-executivo destaca que a empresa “deveria com certeza ter percebido a interferência russa antes”, em referência às eleições presidenciais americanas.

“Não tivemos uma visão ampla da nossa responsabilidade, e isso foi um grande erro”, acrescentou. “Foi um erro meu, e eu sinto muito. Eu comecei o Facebook, eu o administro e sou responsável pelo que acontece aqui”.

CEO do Facebook Mark Zuckerberg chega a reunião com senador Bill Nelson – Alex Wong/AFP

No depoimento escrito, Zuckerberg também disse que os principais investimentos do Facebook em segurança “impactarão significativamente a lucratividade daqui para frente”. O CEO está se reunido com parlamentares dos Estados Unidos na segunda-feira, antes dos depoimentos de dois dias no Congresso, que começam nesta terça-feira.

Em declarações ao site de notícias “Vox”, Zuckerberg afirmou que um dos problemas do Facebook é seu “idealismo”, concentrando-se nos aspectos positivos de conectar as pessoas, e que “não passamos tempo suficiente investindo ou pensando em alguns dos usos negativos das ferramentas”.

Fonte: O Globo

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