
O governo federal ressarciu R$ 2,3 bilhões a aposentados e pensionistas que sofreram descontos irregulares em seus benefícios, segundo balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As cobranças indevidas envolviam mensalidades de associações, sindicatos e entidades de classe, feitas sem a autorização dos beneficiários.
De acordo com o INSS, novas irregularidades foram detectadas. Seis entidades utilizaram softwares para falsificar assinaturas, enquanto outras enviaram áudios como se fossem provas de autorização — prática considerada ilegal e sem validade.
Os descontos diretos nos benefícios previdenciários estão suspensos desde 23 de abril, quando a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, que revelou um esquema nacional de fraudes contra milhões de idosos em todo o país.
A CGU e o INSS já instauraram 52 processos administrativos de responsabilização (PAR) contra 50 associações e três empresas suspeitas de envolvimento nas fraudes, de prejudicar beneficiários e de pagar propina a servidores públicos.




