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Hugo Motta anuncia punição a deputados que impedirem sessões na Câmara

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que editará um ato da Mesa Diretora nesta quarta-feira (6), estabelecendo a suspensão por seis meses do mandato de parlamentares que se recusarem a desocupar a mesa diretora, impedindo a realização das sessões de votação.

A medida foi comunicada a líderes partidários durante uma reunião na noite desta terça-feira. Desde a tarde de ontem, parlamentares da oposição ocupam o plenário em protesto por pautas que consideram prioritárias.


Até o momento, a Câmara não conseguiu realizar nenhuma sessão. Ainda assim, Motta convocou uma sessão deliberativa para as 20h30 desta quarta, mesmo com a ocupação em andamento.

No Senado, situação semelhante ocorre. Tanto Motta quanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tornaram-se alvos da pressão exercida pelos oposicionistas.

O protesto, motivado pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), levou os deputados a ocuparem as mesas diretoras com esparadrapos na boca como símbolo de censura. A ocupação permanece desde a madrugada, sem previsão de encerramento.

O grupo exige que os presidentes das duas Casas incluam na pauta a votação da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro — incluindo Bolsonaro —, o pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado para autoridades.

Entenda o contexto da prisão domiciliar

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que apontou violações reiteradas às medidas anteriormente impostas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo Moraes, o ex-presidente agiu de forma “deliberada e consciente” para dificultar investigações, coagir autoridades e descumprir decisões judiciais.

Entre as restrições estão a proibição de visitas — exceto familiares próximos e advogados —, o veto ao uso de celulares e gravações, e a proibição de qualquer contato com embaixadores ou outros investigados.

O ministro também alertou que novas infrações poderão levar à prisão preventiva imediata, conforme previsto no Código de Processo Penal.

O processo, identificado como PET 14129, investiga crimes como coação no curso das investigações, tentativa de obstrução, envolvimento com organização criminosa e ações para abolir violentamente o Estado Democrático de Direito.

Fonte: R7

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