
Os indígenas poderão fazer capacitação para uso de drones com o objetivo de proteger o território. Uma oficina do Programa de Formação Yanomami foi realizada com foco no monitoramento e proteção da Terra Indígena Yanomami.
O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) participou do evento. A atividade, promovida e patrocinada pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), reforça a autonomia das comunidades na vigilância de seu território por meio de tecnologias seguras e não invasivas.
O treinamento, realizado nas localidades de Palimiú e Maloca Paapiú, contou com o apoio técnico de uma equipe do Censipam formada por Rogério Ribeiro (instrutor), Adonias Ribeiro (auxiliar) e Cristhian Agra (auxiliar). O programa integra uma iniciativa conjunta do MPI, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Socioambiental (ISA) e Hutukara Associação Yanomami (HAY), no âmbito do Programa Piloto de Formação em Monitoramento Territorial Colaborativo e Noções Técnicas de Segurança da TIY. A proposta surgiu a partir de uma demanda dos povos Yanomami e Ye’kwana durante o processo de desintrusão iniciado em 2023.
Reconhecido como referência nacional em operações de monitoramento por sensoriamento remoto e veículos aéreos não tripulados, o Censipam contribuiu para o fortalecimento técnico e estratégico da capacitação. Além de ampliar a autonomia das comunidades indígenas, o uso de drones reduz o contato direto com ameaças, fortalece estratégias de proteção ambiental e reforça a segurança territorial na Amazônia.




