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Inteligência no monitoramento de transações – por Luis Carlos Nacif

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Redação I
Escrito por Redação I

O ano de 2017 representou um marco para o sistema monetário global. Segundo uma pesquisa da consultoria Euromonitor, o valor das transações financeiras por meio de cartões de crédito e débito ultrapassou, pela primeira vez, o valor das transações feitas em dinheiro vivo em todo o mundo.
Mas não é de hoje que sabemos que o brasileiro prefere realizar pagamentos via cartão. De acordo com um levantamento da bandeira de cartões Visa, desde 2011 o cartão de débito é o preferido pela maioria da população para pagar pequenas compras. Tanto é verdade, que basta andar na rua para perceber que até mesmo o menor varejista possui uma máquina – ou mais – pronta para passar a compra do cliente.

Uma facilidade para o consumidor, que não precisa ficar carregando dinheiro no bolso e contando trocados, mas que acarreta em uma série de complicações para quem está vendendo, especialmente se forem muitos pagamentos, como acontece em atacadistas, grandes varejistas e redes de lojas.

Isso porque efetuar um pagamento no cartão, ou mesmo boleto bancário – muito comum no Brasil, não é tão simples quanto parece. Esse processo executa operações de TI complexas e que exigem informações rápidas e precisas para garantir segurança e confiabilidade das transações, além de envolver a troca de dados entre as empresas, operadoras de cartão, adquirentes – responsáveis pela comunicação com as bandeiras de cartão, como Cielo e Rede -, e gateways de pagamento, como o PagSeguro e o Paypal, que realizam as transações online, caso seja uma opção.

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Nestes envios e trocas de dados, o mínimo erro ou perda de informações, seja por falha humana ou de sistema, pode abalar uma companhia inteira e colocar em xeque a continuidade dos negócios. Por esses motivos, o monitoramento dessas transações é algo que precisa ser feito de perto para evitar erros e fazer com que o cliente não se sinta inseguro ou lesado.

Além disso, a monitoria de forma contínua e automatizada possibilita identificar erros antes que eles possam prejudicar financeiramente a empresa e até enxergar etapas em que os processos sofrem algum risco de fraude, por exemplo. Com controle e vistoria das transações de pagamentos, as empresas também podem eliminar cobranças indevidas, ao ter todos os dados de recebimentos em tempo real.

As companhias ainda ganham visibilidade dos ganhos com compras parceladas ou débitos a vencer, o que é essencial para acompanhar o capital de giro, seja para quem lida com fluxo de vendas no e-commerce ou Pontos de Vendas (PV).

A monitoria dessas transações é tão importante que é adotada por empresas de diversos tamanhos e setores, e não apenas por quem lida com varejo direto, como é o caso do Google. A gigante norte-americana da Internet aplica o monitoramento de transações, através do rastreio das atividades dos usuários, registradas nos aplicativos da empresa, e a combinação de suas informações, como posição geográfica e o site que está acessando, para provar que seus anúncios estão gerando vendas para os anunciantes.

Este é um exemplo claro de como o monitoramento de transações aliado à inteligência da informação pode transformar a maneira de enxergar uma simples transação financeira, trazendo segurança e alavancando os resultados de negócios.

Mas para que seja possível acompanhar todos os processos que compõem a efetuação das transações financeiras dentro das empresas, é necessário possuir uma infraestrutura de TI que atenda todos os canais de venda (online, físicos, por telefone etc.) e seja compatível com as soluções de monitoramento. Por isso, se a sua empresa não está acompanhando o fluxo de pagamentos de forma devida, com precisão e em tempo real, é hora de encontrar um parceiro que te ajude a fazê-lo ou vai acabar colocando em risco a segurança da transação, que pode comprometer sua relação com o com seu cliente.

*Luis Carlos Nacif é diretor-presidente da Microcity

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