Invasores tentam destruir áreas verdes e caderno com divisão de terra é encontrado

Foto: Divulgação

MANAUS – Denúncias que chegaram a nossa equipe de reportagem, mostram que invasores tentam de todas as formas destruir a todo custo a biodiversidade da nossa cidade e também destruir rios e igarapés que sustentem dezenas de ribeirinhos.

No bairro Tarumã, próximo ao Ramal do Baiano, uma área de aproximadamente 30 mil hectares de terra virgem rodeada por igarapés e nascentes, sofre um sério risco por conta de invasores que tentam se apropriar da área preservada pelos seus donos.

Fotos que chegaram a nossa equipe de reportagem, mostram anotações em cadernos que demonstram que a área já estaria sendo loteada pelos seus líderes e valores já estariam sendo cobrado. Veja as anotações.

Segundo informações obtidas no local, um dos líderes da invasão, seria um suposto traficante de drogas que faz uso de tornozeleira eletrônica.

Foto: Divulgação

Danos além da área invadida

A degradação ambiental das invasões de não se limita áreas invadidas, os efeitos vão além das terras ocupadas. Essa a constatação da engenheira e perita ambiental Elizandra Assunção, que tem monitorado os casos de ocupações irregulares em Manaus.

“Todas as invasões que acontecem aqui na cidade de Manaus e entorno elas são, em geral, próximos a corpos d’água. Teremos ali igarapés de pequeno porte, às vezes, um córrego, mas sempre vai ter água, que uma das coisas primordiais para que as pessoas consigam ficar ali. Por natureza a gente produz lixo e águas de esgoto doméstico.

Tudo isso são águas que vão acarretar em poluição daqueles corpos hídricos. O primeiro impacto que se sente é o desmatamento, porque eles vão retirar toda vegetação que tem ali. Com isso vai levar o solo para o igarapé, que vai assorear e ficará com bastante poluente. O impacto com certeza não é só local. Porque o corpo hídrico levar isso tudo mais a frente”, ressaltou a especialista.

Polícia no local

Polícias Militares que de forma incansável tentam expulsar os invasores, estão constantemente na área para tentar impedir que o ato criminoso de degradação ao meio ambiente, venha a acontecer na área de vasta floresta e animais selvagens.

Por Correio da Amazônia

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