Josué Neto propõe união parlamentar para solucionar quedas de energia no AM

Deputado Josué Neto (PSD)/Foto: Divulgação

Ao falar da principal causa dos apagões no estado, o Deputado Josué Neto (PSD) propôs, nesta terça-feira (25), a união dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) com a bancada de deputados federais e senadores do Congresso Nacional. O objetivo é buscar, junto ao Governo Federal, soluções para a dívida de R$ 6 bilhões que a Eletrobrás tem com a Petrobrás, e que tem afetado a geração e distribuição de energia no Amazonas.

Com base em dados divulgados pelo diretor-presidente da Eletrobrás Distribuição Amazonas, Francisco Wojcicki, Josué Neto informou que a principal causa dos apagões é uma sobrecarga do sistema elétrico, que vem ocorrendo porque a Usina de Aparecida, localizada no bairro Aparecida, não está operando desde julho do ano passado, porque a Petrobrás suspendeu o fornecimento de gás natural para a Eletrobrás.

As informações do diretor-presidente da Eletrobrás Amazonas foram divulgadas durante audiência pública promovida pelo Ministério Público (MP-AM) no último dia 11 de abril, e que teve como resultado uma ação civil pública contra a concessionária. Francisco Wojcicki informou ainda que não há previsão para sanar a dívida – que está em fase de negociações – e que mais apagões podem acontecer nos próximos meses.

“Sabemos que nossa economia é voltada para o segundo setor, a indústria, e por isso precisamos de energia de qualidade. Logo, a questão da energia precisa ser solucionada, e cobrar essa solução não é uma responsabilidade de um ou outro deputado, mas de todos nós”, afirmou Josué Neto, informando que está colhendo assinaturas para o documento que será encaminhado aos deputados federais e senadores do Amazonas, além do Ministério de Minas Energia.

Deputado Josué Neto (PSD)/Foto: Divulgação

Em dois meses, o Amazonas passou por três grandes apagões, além das quedas e oscilações de energia que têm resultado em ações contra a Eletrobrás. O último apagão aconteceu no dia 31 de março, e afetou além da capital, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo, deixando cerca de 2,2 milhões de pessoas sem energia elétrica.

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