Jovens políticos traçam plano de aposentadoria para os “caciques” em 2018

Os atuais detentores do poder e do voto, no Amazonas.

De acordo com o que o “Correio” adiantou, os jovens políticos do chamado “blocão” formado por partidos de centro-esquerda estão conversando, se articulando e reunindo forças para enfrentar e aposentar a oligarquia formada por velhos caciques da política amazonense, nas eleições de 2018.

Leia-se aí, Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Omar Aziz, e Alfredo Nascimento, Pauderney Avelino, Silas Câmara e as intenções nada sensatas do prefeito de Manaus Arthur Neto.

O chamado “blocão” tem entre suas fileiras jovens políticos como Alessandra Campelo, Abdala Fraxe, Rebecca Garcia, Conceição Sampaio, José Ricardo, além é claro de Davi Almeida.

O grupo deve ganhar ainda outras adesões como, por exemplo, Marcelo Ramos, que arrependido da derrapada que fez nas últimas eleições, quando aceitou ser vice de Eduardo Braga, iniciou conversas para ingressar em um dos novos partidos que formam o “blocão”.

Os atuais detentores do poder e do voto, no Amazonas.

O objetivo é formar um grupo jovem e forte politicamente para desfazer a velha política dos donos de partidos e mantenedores dos currais eleitores, ou seja, os velhos “caciques”, que por se considerarem “donos” de seus partidos, anularam jovens como Marcelo Ramos e Davi Almeida.

Marcelo e Davi possuíam grande densidade eleitoral e seriam potenciais candidatos a “cabeça de chapa” por seus partidos na eleição suplementar desse ano, mas tiveram suas aspirações frustradas e foram impedidos por Alfredo Nascimento e Omar Aziz, respectivamente.

Só que isso, em vez de anular a tendência de rejuvenescimento da política amazonense, despertou nesses jovens políticos, uma tendência de enfrentar e aposentar de vez essas oligarquias. E a alternativa encontrada foi a formação do chamado “blocão de centro esquerda”.

Uma das estratégias adotadas por alguns desses novos políticos é deixar a legenda comandada pelos “caciques”. Pelo menos, dois políticos já anunciaram essa tendência. O primeiro é Davi Almeida que já disse a Omar Aziz que não fica no PSD.

O outro é Marcelo Ramos que deve dizer a Alfredo Nascimento que não fica no PR. Até março, que é o prazo final para novas filiações e desfiliações, vai ocorrer uma revoada em massa de políticos principalmente para os chamados partidos de centro-esquerda.

O “blocão” hoje é formado pelo PT, PCdoB, PSD, e esperam ainda a adesão do Podemos (liderado pelo deputado Abdala Fraxe) e PP que traz junto duas políticas em ascensão na política baré: Rebecca Garcia e Conceição Sampaio.

Mas o “blocão” está de olho mesmo é na imensa fatia do eleitorado nas eleições do ano que vem. Isso com base no resultado das eleições desse ano, quando simplesmente mais de um milhão de eleitores não votaram em nenhum dos dois velhos candidatos, ou seja, usaram o chamado “voto do protesto” para não votar nem em Amazonino e nem em Eduardo Braga.

Foi um recado claro: o eleitorado amazonense não quer e não tolera mais os velhos caciques, o político velho, corrupto e ultrapassado. Quer o político jovem, honesto e com perspectiva de dar aquilo que a população tanto deseja.

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