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Junho Laranja reforça importância dos exames para detectar doenças do sangue

Foto: Magnific

A campanha Junho Laranja chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças hematológicas, condições que afetam o sangue, a medula óssea e o sistema imunológico. O alerta ganha ainda mais relevância diante de um levantamento divulgado em 2025 por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que apontou mais de 500 mil internações no Brasil, entre 2020 e 2024, relacionadas a doenças do sangue, dos órgãos hematopoiéticos e a transtornos imunológicos.

Entre as enfermidades que exigem maior atenção estão a hemofilia, doença genética que compromete a coagulação sanguínea, a talassemia, que provoca alterações nas hemácias, e a anemia, considerada uma das condições hematológicas mais frequentes no país e que afeta cerca de um quarto da população brasileira.
Segundo o hematologista Felipe Magalhães Furtado, consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde, muitas dessas doenças podem se desenvolver de forma silenciosa, sem apresentar sintomas evidentes nas fases iniciais.


“Em diversos casos, as alterações evoluem lentamente e passam despercebidas por longos períodos, especialmente entre pessoas que não realizam exames de rotina com frequência”, explica o especialista.
Entre os principais sinais de alerta estão cansaço persistente, palidez, falta de ar, tonturas, febre recorrente, perda de peso sem explicação, suor noturno e aumento dos linfonodos. Sangramentos frequentes, hematomas sem causa aparente, menstruação excessiva e infecções repetidas também podem indicar alterações hematológicas.

O médico destaca que muitos desses sintomas costumam ser associados a problemas menos graves, o que pode atrasar a busca por atendimento especializado. Em alguns casos, manifestações menos conhecidas, como coceira intensa após banho quente e episódios de trombose em pessoas jovens, também podem estar relacionadas a doenças do sangue.

O hemograma é geralmente o primeiro exame solicitado durante a investigação médica. A partir dele, é possível avaliar a quantidade e a qualidade de células sanguíneas, identificando sinais de anemia, infecções e outras alterações. Dependendo dos resultados, exames complementares podem ser necessários, incluindo testes de ferro, vitamina B12, ácido fólico e avaliações da coagulação.

Quando há suspeita de doenças mais complexas, os especialistas podem recorrer a exames específicos, como eletroforese de hemoglobina, imunofenotipagem, mielograma e testes genéticos, ferramentas fundamentais para o diagnóstico de leucemias, linfomas e distúrbios de coagulação.

De acordo com Furtado, identificar a doença em seus estágios iniciais aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e reduz o risco de complicações graves, como infecções severas, tromboses, hemorragias e falência da medula óssea.

O acompanhamento médico regular é ainda mais importante para grupos considerados de maior risco, como idosos, pacientes com doenças crônicas, pessoas com histórico familiar de doenças hematológicas, portadores de doenças autoimunes, gestantes e crianças.

A orientação dos especialistas é manter os exames preventivos em dia e procurar avaliação médica sempre que surgirem sintomas persistentes, garantindo um diagnóstico mais rápido e melhores perspectivas de tratamento e qualidade de vida.

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