
A Justiça Federal tornou réus 12 denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por envolvimento na queda do avião da Voepass, que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024. Eles respondem por atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo.
Segundo o MPF, a investigação apontou práticas da companhia voltadas à redução de custos e à manutenção das operações mesmo diante de riscos à segurança.
Entre os réus estão o presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, e outros integrantes da diretoria e das equipes de manutenção e operação.
Veja os 12 denunciados:
- Marcos Hiroyuki Sato, despachante de voo;
- Alex de Souza Leandro, mecânico;
- William Schmidt Agatz, gerente do Centro de Controle Operacional;
- Juliano Flores Pacheco, gerente do Centro de Controle de Manutenção;
- Raphael Limongi de Figueiredo, chefe do Centro de Controle Operacional;
- Marcel Sarquis Moura, diretor de Operações;
- Tiago Passucci Morani, inspetor-chefe e gerente de engenharia;
- Carlos Alberto Costa, diretor de manutenção;
- Eric Consoli, diretor técnico;
- Rafael Gimenez Rodrigues, piloto-chefe;
- David da Costa Faria Neto, diretor de Segurança Operacional;
- José Luiz Felício Filho, dono da Voepass.
A denúncia aponta registros falsos de manutenção, reparos precários, uso de peças de baixa qualidade e pressão para que falhas não fossem registradas. Para o MPF, o acidente foi o resultado de omissões continuadas, e não um episódio isolado.
Outras quatro pessoas indiciadas pela Polícia Federal firmaram acordos de não persecução penal e ficaram fora da denúncia.
Em nota, a Voepass afirmou que continuará colaborando com a Justiça e as autoridades. A defesa de José Luiz Felício Filho informou que se manifestará no processo, respeitando as garantias do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal.




