
Neste sábado, 9, às 4h57 (horário de Brasília), a Lua Cheia de agosto atingiu seu pico, sendo conhecida popularmente como “Lua do Esturjão”. O nome vem de uma tradição dos povos que habitavam a região dos Grandes Lagos, na América do Norte, onde o peixe esturjão — que pode chegar a 2,5 metros e pesar até 125 kg — era encontrado em grande quantidade nesta época do ano, facilitando a pesca. Considerada a maior e mais antiga espécie de peixe de água doce da região, o esturjão já habitava o planeta há mais de 200 milhões de anos e foi fonte essencial de alimento para tribos nativas entre os séculos 17 e 18.
O Old Farmer’s Almanac, publicação tradicional dos Estados Unidos, atribui um nome a cada Lua Cheia do ano. Em 2025, já ocorreram as luas de Neve, Minhoca, Rosa, Flores, Morango e Cervos; depois da Lua do Esturjão, virão ainda a Lua da Colheita (setembro), do Caçador (outubro), do Castor (novembro) e a Lua Fria (dezembro).
Agosto também marca outros nomes para esta fase lunar: para o povo Anishinaabe, ela é a “Lua do Arroz”, devido à colheita do arroz selvagem; alguns europeus a chamavam de “Lua Relâmpago”, pelas tempestades frequentes no fim do verão; e outros preferiam “Lua de Milho”, indicando a melhor época para colher o grão.
Lua Negra
Além do brilho intenso da Lua do Esturjão, o mês ainda reserva outro evento curioso: a chamada “Lua Negra”, no dia 23. O termo, embora popular, não é reconhecido pela astronomia e pode ter diferentes definições. No caso deste ano, refere-se à terceira Lua nova em uma estação que conta com quatro — algo que ocorre a cada 33 meses, em média. Em agosto, a Lua ficará com sua face iluminada voltada para o Sol, deixando o lado escuro direcionado à Terra, o que a torna invisível a olho nu.
Assim, segundo o ‘Olhar Digital’, o céu de agosto traz tanto o espetáculo visual da Lua Cheia quanto o mistério da Lua Negra, unindo tradições ancestrais e curiosidades astronômicas que continuam a encantar observadores ao redor do mundo.
Fonte: Aventuras na História




