
A categoria de metalúrgicos do Amazonas fechou acordo com ganhos bem acima da inflação com avanços que superam diversas regiões do Brasil
No geral, os trabalhador metalúrgicos terão reajustes entre 5,13% e 9,24% de aumento salarial, injentando uma média de R$ 532,3 Milhões na economia do Amazonas, somente com o que conquistado em 2025.
Conforme o acordo entre empresários e diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), durante a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), os reajustes variam conforme o setor, mas bem acima de outras categorias no Brasil.
Falando ao portal Correio da Amazônia, o presidente do Sindmetal, Valdemir Santana, destacou os setores de tampas e motocicletas e de descartáveis, que atingiu 9,24% de reajuste salarial do país, sendo o maior do país.
Os setores de TVs e celulares, com 9,0% de reajuste, de ar-condicionado, com 7,65% de aumento, estão no mesmo patamar de conquistas nas negociações salariais que contemplam todos os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM).
No mínimo, os trabalhadores metalúrgicos do Amazonas terão 5,13% de reajuste garantido, independentemente do setor.
Conquista da diretoria sindical
Conforme disse o presidente Valdemir Santana, esse foi um dos acordos salariais mais expressivos conquistados pela categoria em 2025.
Os percentuais superam, significativamente, outras convenções coletivas, tanto em percentual de aumento quanto em valor do piso salarial. Regiões tradicionalmente fortes, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, apresentam valores menores e reajustes menos expressivos.

Manaus sedia encontro sindical internacional sobre o futuro do trabalho
Manaus recebeu, no dia 21 de agosto, dirigentes sindicais do Brasil, Argentina, México e Uruguai para debater os desafios da indústria eletroeletrônica diante das transformações globais. O encontro, realizado no Clube do Trabalhador (Km 27 da AM-010), foi promovido em parceria com a Industrial Global Union e destacou temas como democracia sindical, transição justa e trabalho decente.
A reunião ocorreu um dia após a plenária estadual dos metalúrgicos, também em Manaus, organizada com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM). Ambos os eventos se conectaram à agenda internacional da COP30, que discute o futuro da indústria frente às metas climáticas globais.
O debate concentrou-se nos impactos da Indústria 4.0, da inteligência artificial e das novas tecnologias, que já alteram rotinas e empregos em todo o mundo. Para Alexander Ivano, diretor global da Industrial Global Union, a cooperação internacional é essencial para garantir alternativas que preservem empregos de qualidade e condições dignas.
A vice-presidente da CNM, Cátia Cheve, ressaltou a relevância da troca de experiências, especialmente para mulheres trabalhadoras:
“Quando ouvimos experiências internacionais, percebemos que os desafios das mulheres são globais. Essa solidariedade entre países e entre mulheres fortalece ainda mais a nossa luta.”
Já o presidente da CNM, Loricárdio Oliveira, destacou que a integração sindical amplia o alcance das pautas: “Precisamos olhar com atenção para as mudanças em torno da agenda climática, sem esquecer que no centro desse debate estão trabalhadores e trabalhadoras. É com união e compromisso que vamos enfrentar os desafios.”
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, lembrou que a Convenção Coletiva do estado é referência na América Latina e celebrou conquistas recentes: “Acabamos de garantir reajuste acima da inflação para os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus. Isso faz diferença real na vida do trabalhador e mostra a força de um sindicato com 92 anos de história.”
O encontro terminou com consenso entre os dirigentes: a integração internacional fortalece as lutas locais e coloca Manaus como referência no debate sobre o futuro do trabalho na América Latina.
Fonte: Sindmetal




