Michel Temer, o presidente imoral!

A coluna Grita Brasil é publicada às quintas - Foto: Divulgação

Por coluna Grita Brasil

E no apagar das luzes do governo Temer, ele, o presidente Michel Temer, no último dia do prazo que tinha, num ato covarde, monocrático, imbecil, insano, aprovou o indecente aumento que nossos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se deram de presente.

Vale ressaltar que essa decisão não foi unânime. O placar foi de 7 x 4. Parabéns aos ministros, Edson Fachin, Carmen Lúcia, Rosa Weber e Celso de Mello, que foram contrários. E, claro, vale também dizer que, se o Senado não tivesse aprovado, Michel Temer seria, talvez, poupado de macular mais ainda o fim de seu medíocre governo.

Não estou dizendo que eles não merecem. Sim, merecem. Assim como vários trabalhadores que pegam seus ônibus, trens, metrôs, que acordam às 4 da manhã. Estou dizendo que só não era o momento. Não agora. Não quando estamos fazendo a transição de governo. Não quando temos 12 milhões de desempregados.

E também não quando a ONG Oxfam divulga um relatório que mede a diferença de renda nos países pesquisados em todo o mundo. E o Brasil ficou estagnado nesse quesito. Essa diferença vinha diminuído nos últimos 15 anos, e isso coloca o nosso país com 11% mais pobres. Ou seja, pioramos nossa posição no ranking mundial. Éramos o 10º país, e caímos para a 9ª posição dos países com a maior desigualdade de ricos e pobres. Nos fazem companhia, Namíbia, Zâmbia, República Centro Africana, Lesoto e Moçambique.

A coluna Grita Brasil é publicada às quintas – Foto: Divulgação

O presidente Michel Temer é ridículo. Trai a si próprio quando lembramos seus discursos de necessidade de cortar gastos públicos, e ele, com sua caneta, lança, na nossa conta, o valor de R$ 6 bilhões que será o gasto com esse aumento e seu efeito cascata. E aí ele fala que devemos fazer sacrifícios. Mais do que já fazemos?

Temer mostrou o que ele é. Um estadista imoral, covarde, mentiroso e outras muitas coisas que o horário permitem que eu fale. Confio na sua imaginação.

E um ato assim traz também uma dúvida sobre a intenção dessa canetada. Será que com ele não acaba configurando, mesmo que em segundo plano, uma tentativa de suborno da Justiça, a qual ele enfrentará assim que descer a rampa do Planalto pela última vez? Ou, se não foi suborno, foi a demonstração certa, sem tirar nem pôr, do que ele sempre foi? E ele sempre foi isso: Michel Temer.

Eu, na verdade, não esperava absolutamente nenhuma outra atitude de Temer. Não nutri e nem criei nenhuma expectativa que pudesse vir de um homem (?) desprezível como ele.

A bem da verdade, seu governo termina de uma forma honesta: medíocre, hipócrita, covarde, indecente, imoral, como sempre foi.

Lamentável, presidente Temer. Lamentável.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

Fonte: Topbuzz

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