Movimento “passe livre” é contra aumento da passagem de ônibus em SP


Passe Livre marca volta às ruas contra aumento do transporte em São Paulo.
Passe Livre marca volta às ruas contra aumento do transporte em São Paulo.

O Movimento Passe Livre (MPL), cujas manifestações culminaram com a série de protestos de junho de 2013 em todo o país, vai voltar às ruas no próximo dia 9/12, uma sexta-feira, contra o reajuste na tarifa de ônibus da capital paulista comunicado pela prefeitura e o governo do estado.

Segundo documento encaminhado dia (26) à Câmara Municipal, a tarifa vai passar de R$ 3 para R$ 3,50 a partir do dia 6 de janeiro. A diferença, de R$ 0,50, é mais que o dobro do aumento de R$ 0,20 que a prefeitura pretendia aplicar naquele ano e que elevaria a tarifa para R$ 3,20.

Com as manifestações de rua em 2013, a prefeitura e o governo do estado recuaram no reajuste e não aumentaram a tarifa. Além do ônibus, também permaneceu com preço inalterado os trens da CPTM e o Metrô, administrados pelo governo do estado. Em São Paulo, os meios de transporte são interligados e há desconto na integração quando usado, por exemplo, o Bilhete Único. Com o aumento da passagem, a integração passará a custar R$ 5,45.

No comunicado, Haddad ainda anunciou passe gratuito para estudantes da rede pública municipal de ensino (Fundamental e Médio) e para integrantes do ProUni, Fies e cotas raciais e sociais. De acordo com a prefeitura, também a tarifa dos chamados Bilhetes Únicos Temporais (24 horas, semanal e mensal) continuarão em R$ 3. A Prefeitura estima que o reajuste atingirá 8% dos usuários.

“Cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população. Entre a gente e a cidade (que nós mesmos fazemos funcionar!) existe uma catraca que cobra cada vez mais caro. É que para os de cima, ninguém tem que sair da periferia se não for para trabalhar ou – se tiver dinheiro – para consumir. Além disso, nos obrigam a pagar por ônibus lotados em linhas e trajetos sobre os quais nada decidimos.”, diz o manifesto lançado pelo Movimento Passe Livre.

O ato do MPL está sendo convocado para 17 horas, na frente do Teatro Municipal (próximo ao metrô Anhangabaú e do terminal Bandeira). No dia 5, os integrantes do movimento vão realizar na frente da prefeitura uma “aula pública contra a tarifa”, para explicar os motivos do protesto.

O MPL afirma que o direito de se locomover não deve ter preço e que o serviço deve ser público e gratuito e “aumentar esse preço é uma escolha política pela exclusão de pessoas e em favor do lucro dos empresários de ônibus”.

O passe livre para estudantes, segundo o MPL, não é tarifa zero e é fruto dos protestos de 2013. “Não aceitaremos nenhum centavo a mais! Agora é de R$ 3 para baixo, até zerar!”, diz o manifesto.

(Agência Brasil)

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