
Em Manicoré, o Ministério Público do Amazonas, por meio da 1ª Promotoria de Justiça, denunciou o comandante da embarcação Navegrãos XIII pela colisão com o flutuante residencial A Ser, no Rio Madeira, em 17 de janeiro de 2025. O acidente causou a morte de quatro pessoas da mesma família na comunidade Urumatuba e destruiu outras casas da região.
Segundo o promotor de Justiça Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, o comandante agiu com dolo eventual, assumindo o risco de matar. O relatório da Marinha apontou condutas negligentes e imprudentes, como navegar próximo demais da margem, retirar o empurrador auxiliar e omitir alerta sonoro.
O MP pede a condenação do acusado por homicídio qualificado — pelas mortes de Talita Ferreira Lago, 22, e de seus três filhos, de 1, 2 e 4 anos — e por tentativa de homicídio contra duas pessoas feridas. Também solicita indenização mínima de R$ 50 mil por vítima e a suspensão do certificado de habilitação por até 12 meses.
O crime ocorreu entre 5h30 e 6h, quando os moradores do flutuante ainda dormiam e foram surpreendidos pela colisão.
Fonte: mpam




