O Amazonas pode ser salvo pelo Fertilizante NPK de Autazes (Potássio)?

Contraste: fruto do liberalismo econômico dos anos de 1940 (Era Vargas), a extração e transformação industrial de minérios na Amazônia só chegou à parte Ocidental amazônica anos depois, mas pelo estado do Pará – foto: PMP

Acabar com a dependência do Polo Industrial de Manaus (PIM) a cada dia mais combalido pela crise econômica que assola o Pais, assim como, pela incansável guerra fiscal adotada por outros estados, tornou-se prioridade número 01 para empresários, investidores, Governo e, principalmente para o mercado de trabalho cada dia mais reduzido no Estado.

A recente reunião do governador Wilson Lima (PSC) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ocorrida em Brasília, deixou claro a urgência da prospecção de novas matrizes econômicas. Nessa reunião, ficou claro a ‘ojeriza do ministro’ pela concessão e manutenção de incentivos fiscais à ZFM, colocando em cheque a continuidade do modelo.

Entretanto, o ministro se disse disposto a apoiar a identificação e implantação de novos setores econômicos, que devem ser a tábua de salvação para o Amazonas, como a proposta de empresários chineses interessados em extrair o potássio do município de Autazes, distante 107 km de Manaus. Essa, parece, ser a resposta da prece do novo governador Wilson Lima aos céus.

Contraste: fruto do liberalismo econômico dos anos de 1940 (Era Vargas), a extração e transformação industrial de minérios na Amazônia só chegou à parte Ocidental amazônica anos depois, mas pelo estado do Pará – foto: PMP

Negócio da China

O minério, um dos principais componentes do fertilizante NPK – utilizado em larga escala no País -, é abundante no Amazonas. Especialistas apontam reserva de um bilhão de toneladas. A mina prospectada pelos chineses possui vida útil estimada em 30 anos com possibilidade de abertura de novas minas na mesma região com tempo de exploração ainda a ser estudado. Mas seria este um negócio da China?…

A proposta é para a extração do minério e envio para outros países a fim de que sejam beneficiados, transformado em produtos com ampla aceitabilidade pelo público consumidor.

Ocorre que as exportações no Brasil, conforme acordos internacionais, não sofrem a incidência de impostos. Na prática, isso significa que a empresa estrangeira não irá recolher ICMS, IPI, PIS/PASEP e nem a COFINS. A arrecadação do Estado não terá ganho direto com a exploração do minério, o que representa o maior volume de recursos na cadeia produtiva.

Alguns entusiastas podem apontar que o ganho será social. Que o grande número de contratações irá reduzir a taxa de desemprego, aumentar o consumo de produtos na região, fomentando a economia de forma transversa.

Equipamentos da Potássio do Brasil no primeiro furo em Autazes – foto: Amazônia Real

Dos 38 mil habitantes de Autazes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, quantos possuem formação em exploração mineral?

Os empresários planejam obter recursos para o investimento em bancos chineses porque as taxas de juros são menores do que as brasileiras. Propuseram que o governo do Amazonas seja o avalista da operação. Se a mina for um retumbante sucesso, ganham sozinhos os lucros da operação. Caso a exploração naufrague, o governo do Amazonas ficará com a conta para pagar.

O potássio é um bom negócio pra quem?…

S.A

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