
A Polícia Federal pediu ontem terça-feira (11/8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que defina o destino de 10 armas apreendidas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a corporação, cabe ao ministro Alexandre de Moraes decidir se o armamento será encaminhado ao Exército ou terá outra destinação.
Por que o caso chegou ao STF
Em julho, Moraes determinou a revogação do registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) de Bolsonaro e ordenou a apreensão de todas as armas vinculadas a ele.
A decisão ocorreu após uma pistola Glock registrada em nome do ex-presidente ser encontrada com um integrante de sua equipe de segurança durante uma blitz. O episódio também levou a PF a realizar uma busca na residência de Bolsonaro.
O que chamou a atenção da PF
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e, com o cancelamento do registro de armas por decisão judicial, não poderia mais manter armamentos registrados em seu nome.
Apesar disso, uma pistola vinculada ao ex-presidente foi localizada com um segurança fora da residência, sem que a situação tivesse sido previamente comunicada à Justiça.
Durante a verificação do armamento, a PF também identificou divergências entre as armas que, segundo a defesa, haviam sido entregues e aquelas que ainda constavam nos registros. O descompasso levou à realização de uma nova busca na residência de Bolsonaro.
As 10 armas
O conjunto inclui:
- duas pistolas Taurus, nos calibres .380 e .40;
- uma pistola Glock 9 mm;
- um fuzil Caracal 5,56 mm;
- uma pistola Caracal 9 mm;
- um fuzil Springfield Armory 7,62 mm;
- uma espingarda Typhoon calibre 12;
- uma pistola Arex 9 mm;
- uma pistola SIG Sauer 9 mm;
- uma espingarda Maestro Arms calibre 12, personalizada com a bandeira do Brasil.
Onde estavam as armas
Duas das armas já estavam sob custódia da PF desde 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras seis foram entregues pelo Exército após decisão de Moraes.
Restavam duas armas fora da custódia: a pistola encontrada com o segurança e a espingarda personalizada, que ainda estava na importadora e não havia sido retirada.
Agora, a definição sobre o destino do armamento está nas mãos do STF.




