Praças e parques de Manaus – por Flávio Lauria

Flávio Lauria é Administrador de Empresas e Professor Universitário

Vejo em São Paulo, como tem em outras capitais do Brasil, como Rio e Recife, a adoção por empresas privadas de arvores, canteiros, praças e jardins. Queria aproveitar esse espaço, para dar uma ideia ao Prefeito de Manaus, no sentido de entregar a “adoção” das praças manauaras por empresas particulares, para que o regime possa abranger os parques da capital do Estado. Acredito que das 100 praças manauaras, nada menos de 70 poderiam deixar de ser “órfãs”. E todas ganhariam com a providência, desde a Secretaria de finanças da edilidade, que passará a dispender menos, ao simples cidadão, que pode olhar para as suas árvores com mais amor e alegria. Depois, o aspecto, a fisionomia da Cidade como se levanta com o belo! Por sua vez, o turista, que veio para sentir a luz e o verde deste trópico, sai também recompensado pela visão paradisíaca de que o homem é também capaz de cuidar.

O maior de quantos defensores tenha tido Manaus, o senador Jefferson Peres se vivo fora, exultaria como uma criança ao ver praças antes abandonadas ao Deus-dará reverdecendo em razão do trato que agora receberiam, um trato caprichado porque, com o programa em andamento, com a parceria Prefeitura-empresas, ninguém vai querer ficar mal diante do cerimonioso compromisso assumido. E as corporações privadas ficam com o direito de anunciar o próprio nome e o dos seus produtos à guisa de recompensa pelo dispêndio desembolsado nos cuidados e no embelezamento dos logradouros. Pode-se depois ampliar ampliação desse programa benemérito. Queremos que chegue a todos os parques e praças, onde a presença de gente enche os olhos de quem vê. Claro que cuidar de um parque é mais custoso e complexo que assumir uma praça, por maior que ela seja. Mas para isso existem as tecnologias administrativas modernas e os ajustes entre as partes interessadas. É certo que, onde a empresa privada influencia, as coisas passam a andar com mais gosto e afeição, com mais capricho e responsabilidade do que sob a égide imperial do administrador público. Outro contentamento para Jefferson Peres, se vivo fora.

E já que o arvoredo pode ser privilegiado neste comentário, não podemos deixar de mencionar que as espécies tombadas no perímetro urbano de Manaus, estão sofrendo com uma manutenção que se diria insuficiente, precária. As arvores mesmo pequenas da Djalma Batista, vaidosas, elas querem seguir exibindo o seu porte e a sua graça por muitos e muitos anos, ainda aquelas que ultrapassaram os cem anos de vida. Fazemos nosso, no complexo das medidas pela preservação do ambiente manauara com a adoção de praças e parques citadinos, o apelo dessas espécies, dos baobás, das carolinas, das barrigudas, das palmeiras imperiais e também dos cajueiros que enchem de perfumes e odores o cenário manauara. Em suma, ou porque estamos a cultivar a filosofia do verde, ou porque nos sentimos, aqui, na cidade sorriso, parte indissociável da natureza, poderíamos estar a viver uma boa etapa da necessária convivência do homem com a sua respectiva cercania natural.

 

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