
Pré-candidatos do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Amazonas passaram a divulgar materiais de campanha que associam as imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin à candidatura de Roberto Cidade (União Brasil) ao Governo do Amazonas.
A estratégia gerou questionamentos no cenário político estadual, principalmente porque a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, declarou apoio à pré-candidatura do senador Omar Aziz (PSD) na disputa pelo Governo do Amazonas.
Um dos materiais foi publicado pela advogada Christiane Melchior, pré-candidata a deputada federal pelo PSB. Na divulgação de uma convenção partidária realizada na Arena Amadeu Teixeira, ela utilizou imagens de Lula e Alckmin ao lado de Roberto Cidade.
O PSB integra o grupo político que apoia a candidatura de Cidade e indicou o ex-prefeito de Manaus e ex-deputado Serafim Corrêa para compor a chapa como candidato a vice-governador.
A utilização das imagens de Lula e Alckmin por integrantes da aliança de Cidade passou a ser interpretada por adversários como uma tentativa de aproximar o candidato do grupo político ligado ao presidente da República.
No Amazonas, entretanto, o PT e os partidos que integram a Federação Brasil da Esperança apoiam oficialmente Omar Aziz para a disputa pelo Governo do Estado. A composição coloca os grupos políticos em palanques diferentes na eleição estadual.
Aliados de Roberto Cidade defendem que a estratégia faz parte da construção de um “palanque eclético”, com o candidato buscando se apresentar como uma liderança de centro e reunir apoios de diferentes correntes políticas.
A aproximação entre grupos de diferentes espectros ideológicos também já ocorreu em disputas eleitorais anteriores no Amazonas. O grupo político ligado ao governo estadual manteve, em diferentes momentos, diálogo com setores da esquerda e lideranças do PT.
A utilização de imagens de Lula e Alckmin ao lado de Roberto Cidade, portanto, amplia a disputa pelo eleitorado identificado com o presidente e deve provocar novos embates entre os grupos que disputam o Governo do Amazonas em 2026.




