
O Departamento de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Índia (AAIB) divulgou nesta sexta-feira (12) o relatório preliminar sobre o trágico acidente com o voo AI171 da Air India, que caiu logo após a decolagem no dia 12 de junho, em Ahmedabad. A investigação confirmou que o desligamento acidental dos motores causou a queda do Boeing 787-8, que transportava 242 pessoas.
Segundo os dados do gravador de voo, os dois motores da aeronave foram desligados apenas três segundos após a decolagem, quando os interruptores de combustível foram movidos para a posição “CUTOFF”. A ação interrompeu o fornecimento de combustível e provocou a perda total de potência. A aeronave caiu cerca de um minuto depois em uma área residencial próxima ao Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, resultando na morte de 241 pessoas, entre passageiros, tripulantes e moradores da região. Apenas um passageiro sobreviveu, com ferimentos graves.
A gravação da cabine revelou uma conversa em que um dos pilotos questiona o desligamento dos motores e o outro nega ter feito isso, indicando que a ação pode ter sido não intencional. Há suspeita de falha técnica no mecanismo de travamento dos interruptores, conforme boletim emitido pela FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) em 2018. O aviso alertava para o risco de desengate acidental do sistema em modelos Boeing 787, mas a inspeção recomendada não foi realizada na aeronave acidentada, já que o boletim era apenas consultivo.
Doze segundos após o corte dos motores, os pilotos tentaram reativá-los. O motor 1 respondeu parcialmente, mas o motor 2 não conseguiu se recuperar a tempo. O último sinal de emergência (“MAYDAY”) foi enviado às 08h09 UTC, segundos antes do impacto.
A investigação segue em andamento com apoio do NTSB (EUA), além de especialistas da Boeing, GE Aviation e FAA. Até o momento, nenhuma recomendação de segurança foi emitida para operadores do modelo Boeing 787 ou dos motores GEnx-1B.
Fonte: R7




