TCEAM
Início Brasil Saiba como funciona o comprimido diário que dá até 99% de proteção...

Saiba como funciona o comprimido diário que dá até 99% de proteção contra o HIV

Foto: Recorte

Simples, de graça e muito eficaz na proteção contra o vírus HIV. A Profilaxia Pré-Exposição, mais conhecida pela sigla PrEP, é um dos métodos de prevenção à infecção pelo HIV que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil.

• Um comprimido por dia, acessível no Sistema Único de Saúde (SUS), é capaz de preparar o organismo para enfrentar um possível contato com o vírus e impedir que ele infecte o corpo;
• Em quatro anos (2018-2021), mais de 52,5 mil pessoas tiveram acesso, pelo menos uma vez, à PrEP no SUS, de acordo com o Ministério da Saúde;
• O número de casos de infecção pelo HIV caiu 11,1% no Brasil entre 2019 e 2021.


Especialistas apontam que o método de prevenção é considerado como um dos responsáveis pela diminuição dos casos de HIV no Brasil e contribui para a melhora na qualidade de vida sexual e no combate ao preconceito em relação à Aids, doença provocada pelo vírus.

Foto: Recorte

Como tomar a PrEP?

Caso você esteja nos grupos indicados, é importante consultar um médico para iniciar o uso do medicamento. Isso porque há dois jeitos de tomá-lo.

No SUS, a PrEP geralmente é receitada para ser tomada uma vez por dia – e a retirada do medicamento, de graça, deve ser feita a cada três meses. O efeito protetor começa a partir do sétimo dia.

“Você toma um comprimido por dia e faz exames a cada quatro meses”, afirma o médico Vinícius Borges. “A PrEP só age no HIV, ela não previne outras ISTs”, ressalta.

Segundo o Ministério da Saúde, a PrEP não precisa necessariamente ser usada até o final da vida de maneira ininterrupta. A pessoa pode interromper ou parar o uso do medicamento, caso haja mudanças no seu contexto de vida. Também pode retomar o uso da profilaxia.

Dos mais de 29,9 mil usuários de PrEP no Brasil em dezembro de 2021, 41% pararam de tomar o medicamento em algum momento, mas depois recomeçaram.

Liberada recentemente pelo SUS, mas já receitada por médicos particulares, há também a chamada PrEP sob demanda: é o mesmo comprido, só muda a forma de tomar, no esquema “2+1+1”.

“São dois comprimidos de 2 a 24 horas antes do sexo, um comprimido 24 horas após a dose dupla e um comprimido 48 horas após a dose dupla. É indicada apenas para homens gays e bissexuais cisgênero, de acordo com o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, explica o infectologista.

O esquema sob demanda é mais usado, segundo o médico, por quem tem menos exposições sexuais semanais e consiga planejar seus horários.

E a eficácia?

De acordo com o infectologista, o uso diário da PrEP pode gerar uma proteção de até 99% contra o HIV no sexo anal. No sexo vaginal, a eficácia do medicamento é de cerca de 90%. Já no esquema sob demanda, a eficácia é de até 97%.

“É muito eficaz. Os poucos casos de infecção por HIV acontecem em pessoas que não tomam o medicamento de forma correta e acabam se tornando mais vulneráveis”, diz Vinícius Borges.

A PrEP exclui a camisinha?

Não. A PrEP faz parte da prevenção combinada, uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde que junta vários métodos de prevenção ao HIV, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Para o infectologista, as medidas de proteção não se excluem, mas se somam. Ele defende que a prevenção vai muito além da camisinha.

“Se camisinha fosse resolver a epidemia de AIDS, ela já teria resolvido. Hoje, a gente tem que entender que existem outras opções para pessoas mais vulneráveis, para quem não consegue usar a camisinha sempre, e a PrEP tem mostrado um impacto gigante”, diz Borges.

Segundo o médico infectologista, a PreP trouxe uma nova forma de prevenção que também ajudou a acabar com um certo temor em volta do HIV, principalmente nas comunidades gay e trans.

“O HIV pode acontecer com todo mundo, mas alguns grupos ficaram marcados por isso até hoje. […] Estamos nos tornando a primeira geração que está transando com menos medo ou até sem medo por conta dessas tecnologias que temos à disposição”, diz Vinícius Borges, que também é especialista em saúde LGBT+.

Fonte: G1

Artigo anteriorEleição na Associação dos Municípios terá chapa de coalizão e vice-presidentes de Calhas
Próximo artigoInglaterra e França definem uma vaga na semifinal da Copa do Mundo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.