
Alunos do anexo da Escola Estadual Ayrton Senna, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus, foram liberados às 9h da manhã desta terça-feira (28) devido ao calor insuportável em sala de aula e à ausência de merenda escolar por falta de gás de cozinha.
O problema, que se arrasta há mais de uma semana, motivou um protesto na porta da unidade com a presença de pais, estudantes e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).
O cenário do Santa Etelvina não é um fato isolado, mas o retrato de um gargalo recorrente na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Com a chegada do período mais quente do ano no Amazonas, diversas unidades de ensino — tanto na capital quanto nos municípios do interior — enfrentam o mesmo colapso estrutural.
O Governo do Estado falhou em realizar o plano preventivo de manutenção dos aparelhos de ar-condicionado antes do pico do verão amazônico, submetendo a comunidade escolar a salas abafadas e insalubres.
Na unidade do Santa Etelvina, metade das salas de aula está com os aparelhos quebrados, afetando turmas que concentram de 35 a 38 estudantes. A situação atinge de forma ainda mais grave alunos com deficiência, que já registraram mal-estar por conta das altas temperaturas. Conforme relatos de familiares e professores, a Seduc foi notificada sobre a pane nos equipamentos há meses, mas ignorou os alertas e não enviou equipes técnicas para efetuar os reparos.
Durante o ato, os responsáveis organizaram um abaixo-assinado cobrando a restauração imediata dos sistemas de refrigeração e o abastecimento de gás para a cozinha. Diante da inércia da gestão estadual, a diretoria do Sinteam confirmou que acionará formalmente o Ministério Público do Estado (MPE-AM) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para apurar a violação ao direito de aprendizagem dos alunos e o descumprimento das condições mínimas de trabalho para os profissionais da educação.




