Solução para as crises energética e hídrica no Brasil – por Professor José Melo

Professor José Melo – foto: divulgação

Brasil, país com mais de 8.5 milhões de quilômetros quadrados e  214 milhões de habitantes, uma poderosa agricultura, com petróleo e gás na plataforma continental e no Amazonas, uma indústria em crescimento, campos naturais, cerrados e a exuberante e rica Amazônia é, dos países emergentes, um dos mais promissores para entrar para o seleto grupo dos mais desenvolvidos do nosso planeta.

Alguns não concordam, mas, um país com tantas riquezas e diversidade econômica não pode abrir mão desse sonho.

Embora tenha dimensões continentais e vários mananciais hídricos, o Brasil já está tendo graves problemas com a escassez de água doce em algumas regiões. Sua Matriz de Geração de Energia Elétrica precisa de muita água para mover as poderosas turbinas das usinas hidroelétricas, responsáveis por quase 70% da geração de toda a energia consumida no país, agravado pelo crescimento exponencial do Setor Primário, grande consumidor de água, pela irrigação, que garante as altas produtividades dos nossos grãos.

Há ainda de considerar, a demanda crescente dos setores industriais e de serviços além da demanda doméstica, que também cresce.

Os que planejaram no passado o Sistema Elétrico Brasileiro, numa Matriz Hidroelétrica, jamais iriam imaginar que as mudanças climáticas iriam provocar estiagens ( falta de chuvas) que feririam de morte esse Sistema.

Estavam equivocados, a falta de chuvas vem ocorrendo ano após anos, levando o volume de água dos rios e dos reservatórios a níveis preocupantes.

Consequências:

1) A geração hidroelétrica reduziu a sua oferta, fazendo o país usar as termoelétricas, cujos custos foram acrescidos na conta de luz, fazendo o povo brasileiro pagar uma das contas de energia mais caras do planeta;

2) As atividades econômicas frearam o crescimento, uma vez que demandam mais de 98 % de toda a água doce utilizada;

3) Contribuiu com o crescimento da inflação, a ritmo preocupante, pois, a energia mais cara puxa o preço para cima, aumento que é repassado ao consumidor;

4) Muda os hábitos de consumo dos brasileiros, pois, uma energia elétrica mais cara leva os consumidores a reduzir o seu consumo; normalmente, a classe mais pobre, reduz a quantidade de alimentos.

Os mananciais de água do Centro-Oeste e Nordeste estão seriamente comprometidos, não só pela falta de chuvas, assoreamento dos grandes rios e seus afluentes, atividade econômica desenfreada, e pela estiagem. Outro fator preocupante nessas regiões do país, é o processo de desertificação em consequência, também, das mudanças climáticas.

Temos, ainda, um outro agravante, o Rio São Francisco, outrora um dos mais importantes e caudalosos rios do Brasil, está morrendo, quer pela retirada das matas ciliares que protegem as nascentes dele e dos seus afluentes, como pela ação, sem controle, do crescimento populacional e das atividades econômicas e, ainda, pelas sangrias que levam água para várias partes do Nordeste (essa uma ação louvável). Está, portanto, morrendo lentamente.

O Pantanal, de beleza exuberante e um dos mais ricos ecossistemas do planeta, também vive o drama das mudanças climáticas e a consequência, são estiagens e enchentes incontroláveis, sendo que a falta de chuvas tem sido uma constante nos últimos anos, provocando danos irreparáveis na natureza viva e nas atividades econômicas.

Solução para todos esses problemas, máxima venia, é construir AQUEDUTOS para levar água da Foz do Rio Amazonas para abastecer os Reservatórios e Mananciais comprometidos pela estiagem (falta de chuvas).

Delta do Amazonas é formado pelo rio Amazonas no norte da América do Sul. Recebe ainda as águas do rio Tocantins (por meio do canal distributário rio Pará) – Wikipédia

Aquedutos

Breves-Pa, com um Aqueduto até ao Piauí, derivando um na direção do Semiárido, transformando o Nordeste na Califórnia do Brasil (irrigação para a fruticultura e outras atividades). Exemplo disso é o que ocorre na Bahia com a irrigação das culturas com a água do São Francisco.

O outro (AQUEDUTO) iria para o Sudeste, para abastecer os grandes reservatórios responsáveis pela geração da energia hidroelétrica (barateando o custo da energia, com a utilização da capacidade plena das turbinas), em todo o país e alimentando outros mananciais responsáveis pela atividade econômica e demanda doméstica.

O Brasil enfrentaria a próxima grande crise mundial (escassez de água doce) sem nenhum problema e resolveria os problemas de geração hidroelétrica (energia mais barata para  consumidor e para a economia), resolveria o problema centenário de falta de água no Nordeste e, ainda, salvaria um dos seus mais importantes rios, o São Francisco.

Para os que acham impossível, lembro que a construção do Poliduto que trás petróleo e gás dos Urais para a Turquia e, de lá para a Europa, foi construído quando o mundo ainda não tinha tanta tecnologia como hoje e, que parte do gás natural que abastece o Sudeste vem por um gasoduto que sai da Bolívia.

O Rio Amazonas despeja milhões de litros de água no oceano a cada segundo. Que tal pegar um pouco dessa água para solucionar todos os problemas de escassez hídricas e de geração de energia elétrica do País?

Claro!… Vamos discutir a melhor tecnologia, com as cautelas ambientais e os momentos de bombeamento da água (meses em que os rios amazônicos estão totalmente cheio d’água).

E, claro, as compensações financeiras para o nosso Estado do Amazonas.

Professor José Melo

Proposta ilustrada abaixo:

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