Tony lamenta rebelião em Parintins e diz que ‘bomba já estava armada’

Rebelião que culminou com decaptação de presidiário/Foto: Divulgação
Rebelião que culminou com decaptação de presidiário/Foto: Divulgação
Rebelião que culminou com decapitação de presidiário/Foto: Divulgação

A rebelião que aconteceu na Unidade Prisional do Município de Parintins, a 369 km de Manaus, ontem, segunda-feira (01), foi abordada pelo deputado Tony Medeiros (PSL), na Sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas, agora há pouco.

O parlamentar relatou que, de acordo com informações do secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado (Sejus), coronel Louismar Bonates, “essa era uma bomba armada que já estava para estourar”.

Tony Medeiros ressaltou que o presídio local que tem capacidade para 34 detentos estava com superlotação de encarcerados. “Segundo informações do mesmo secretário (Bonates), hoje, aquele presídio estava com nada mais, nada menos, que 205 detentos, ou seja, com 171 detentos acima de sua capacidade”, afirmou Tony.

De acordo com o parlamentar, já se fala há muito tempo na possibilidade de construção de um novo presídio com uma capacidade maior para abrigar detentos. “Logo que assumi este mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas, estive com o então secretário de Justiça, Lélio Lauria, com esta proposta, e ele mostrou naquela época, seis expedientes que havia enviado  ao então prefeito de Parintins, Bi Garcia, comunicando que haviam recursos federais para a construção desse novo presídio”.

Segundo Tony, o ex-secretário de Justiça, Lélio Lauria, há mais de dois anos, já tentava essa construção e que a contrapartida do município seria apenas determinar o local para que fosse erguido o novo presídio. “Mas isso não foi concretizado”, disse o deputado. “Hoje, estamos lamentando, pois a bomba estourou com a morte por decapitação e mãos amputadas de um detento”, completou.

O atual prefeito que já está com dois anos de mandato nada faz para melhorar o serviço. Se nada for feito os recursos disponíveis serão perdidos. Agora, depois do que aconteceu ele vem com a proposta de ceder a área a partir dessa rebelião. A culpa é dos dois, do ex-prefeito e do prefeito atual que se tivessem tomado providências antes, isso não teria acontecido, assinalou.

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