TRT-AM nega reajuste salarial aos Rodoviários e arquiva o Dissídio Coletivo

Categoria sofre derrota na Justiça do Trabalho e fica sem reajuste salarial - foto: Gabriel Guimarães

A Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2021, com pedido de reajuste salarial para a categoria dos trabalhadores Rodoviários do Amazonas e a manutenção da data-base foi recusada por unanimidade pelos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho, da 11ª Região, por ausência de comum acordo entre as entidades trabalhista e a patronal.

O tribunal também resolveu extinguir o dissídio coletivo deste ano. Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir de oliveira, a luta para conseguir reajuste para a categoria foi por água abaixo.

Givancir acredita que a decisão do TRT-AM baseia-se, além das justificativas infundadas dos empresários dos ônibus, também na PEC 186 (PEC do Congelamentos de Salários proposto pelo governo Bolsonaro) e, que vem penalizando todas as categorias trabalhistas, desde os servidores públicos ao setor privado.

O sindicalista disse ainda que a Justiça poderia ter considerado as perdas salariais dos trabalhadores imposta pela alta inflação, o aumento desenfreado dos alimentos, do custo de vida que assusta todos os brasileiros e dado o reajuste que pudesse repara pelo menos parte dessas perdas.

“O TRT fez o julgamento fundamentado nas alegações dos empresários e pode ter usado a PEC do congelamento salarial como justificativa, sem considerar a dificuldade pela qual passa os pais de família”, destacou Givancir.

A luta continua

Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários, não vai ser uma negativa dessa que vai parar a categoria. “Vamos levantar a cabeça e lutar. Ainda tem muita água para passar debaixo dessa ponte e vamos encontrar alguma maneira de compensar essa perda salarial dos trabalhadores”, incentiva a categoria.

O presidente dos Rodoviários, disse, no entanto, que lamenta a decisão da Justiça do Trabalho. “A justiça que deveria dar guarida ao trabalhador, hoje é a mesma que está punindo esse mesmo trabalhador”, finalizou.

PEC 186 (12 de março de 2021)

A PEC do governo Bolsonaro:

Congresso aprova PEC 186, que congela salários dos servidores públicos por 15 anos.

Segundo as categorias, com a medida, os(as) trabalhadores(as) do Serviço Público poderão ficar até 15 anos com salários congelados.

Neste ano de 2021, muitas categorias completam quatro anos sem nenhuma correção salarial. As vedações atingem estados e municípios, quando as despesas chegarem a 95% da receita.

Próxima Maldade

Próxima medida da lista de maldades do governo Bolsonaro é a PEC 32, a reforma Administrativa.

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