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Vestidos de Palhaços grevistas da UFAM lembram os 30 dias de paralisação

Ato pelos 30 dias de greve na Ufam'Foto: Divulgação

Alunos e professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), realizaram na manhã de hoje, quarta-feira (15), o ato público “Auto dos 30 dias”, para marcar os 30 dias de paralisação dos docentes da Instituição.
A manifestação foi coordenada pelo Comando Local Unificado de Greve (CLUG), no ‘Bosque da Resistência’, na entrada do Campus Universitário e contou com a participação também de técnicos da instituição que empunharam faixas, cartazes. Chamou a atenção vários estudantes e professores vestidos de palhaços que criticavam a falta de autonomia da UFAM.

Segundo um dos membros do CLUG, professor Albertino Carvalho, o ‘Auto dos 30 Dias’ retrata  a realidade da Ufam e a luta dos docentes em defesa da instituição. “A greve dos docentes é um movimento crescente e persistente. Estamos chegando aos 30 dias de greve e demonstrando claramente o que tem sido feito em defesa dessa instituição. Um mês após o dia de deflagração da greve em defesa da universidade, vamos apresentar um ato teatral para demonstrar que o movimento continua e está consolidado no país inteiro. Carreira docente, falta de assistência estudantil e os demais itens da nossa pauta serão demonstrados durante a performance”, disse.


A coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Crizolda Araújo, avalia positivamente a paralisação que no caso dos técnico-administrativos chega a 66 das 68 universidades públicas. “Essa é a primeira vez que o movimento paredista dos técnicos chega a um número tão grande, faltando apenas duas instituições para completar 100% de adesão. Isso mostra a força da categoria diante da recusa do governo em negociar”, disse.

Fernanda Fernandes, universitária do curso de história e integrante do ‘Movimente Ufam’, de oposição ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), participará do ‘Auto dos 30 Dias’, na encenação e na organização. “Vamos ajudar em tudo que pudermos. Envolve cultura e política dentro da universidade e esse trabalho junto aos professores traz grandes experiências de luta pela Ufam, algo que não víamos há tempos. Estamos em defesa da universidade”, declarou.

Na Ufam, a greve dos professores teve início no dia 15 de junho. A pauta de reivindicação da categoria inclui a defesa do caráter público da universidade, melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e a valorização salarial de ativos e aposentados. Já a paralisação dos técnicos teve início dia 28 de maio, junto com o movimento paredista nacional. Além disso, as duas categorias contam com apoio de estudantes na luta contra o profundo corte de recursos da Educação.

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