
O aumento da expectativa de vida tem mudado a forma como a sociedade encara a sexualidade na terceira idade. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgados pelo IBGE, apontam que cerca de dois em cada cinco brasileiros com mais de 60 anos mantêm vida sexual ativa.
Apesar disso, a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ainda preocupa. Segundo o Ministério da Saúde, os diagnósticos de HIV entre idosos cresceram 441% em uma década, enquanto mais de 80% das relações nessa faixa etária ocorrem sem preservativo.
Para o urologista e professor de Medicina Tiago Negrão, o preconceito e a falta de diálogo sobre sexualidade na velhice dificultam a prevenção e até a identificação de problemas de saúde.
O especialista alerta que alterações como disfunção erétil e dor durante as relações não devem ser atribuídas automaticamente ao envelhecimento, pois também podem estar relacionadas a doenças cardiovasculares, diabetes e efeitos de medicamentos.
A orientação médica, portanto, deve incluir a saúde sexual de forma natural e sem julgamentos. Mesmo após a menopausa ou em idades avançadas, o uso de preservativo continua importante para prevenir HIV, sífilis, gonorreia e outras ISTs.




