
Pix entra na mira de Trump e declaração de Eduardo Bolsonaro amplia polêmica
Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3/6) que o Brasil pode “ir para a mesa de negociação” ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou “o Pix americano”.
Ao canal TMC News, o filho 03 do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, disse que os “EUA têm mecanismos igual ao Pix brasileiro, como por exemplo o Zelle”.
“Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, seguiu o ex-deputado cassado que está foragido nos EUA há mais de um ano, fazendo articulações políticas que buscam favorecer o irmão candidato bolsonarista e o bolsonarismo no Brasil.
A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros, também negociada pelo grupo de direita residente nos EUA.
Eduardo Bolsonaro cita “Pix americano” e reacende debate sobre soberania financeira
O ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o Brasil pode negociar com os Estados Unidos, substituindo o PIX e como argumento mostrou a existência do Zelle. Durante entrevista ao canal TMC News, Eduardo classificou o Zelle como uma espécie de “Pix americano” e defendeu que o tema seja levado à mesa de negociações entre os dois países.
A declaração ocorre após o governo dos Estados Unidos incluir o Pix em um relatório comercial que acusa o Brasil de favorecer seu sistema nacional de pagamentos em detrimento de empresas americanas do setor financeiro. O documento também serviu de base para novas medidas tarifárias contra produtos brasileiros.
Contra interesses nacionais
As falas de Eduardo Bolsonaro provocaram reação de parlamentares governistas. Lideranças do PT acusaram o deputado de agir contra interesses nacionais e sugeriram que ele estaria defendendo a substituição do Pix pelo sistema americano.
Diante da repercussão, Eduardo negou a interpretação e afirmou nas redes sociais que nunca defendeu o fim do Pix. “Pix foi criado no governo Bolsonaro, é gratuito e deve continuar assim. Sou pró-Pix”, mentiu.
Técnicos efetivos do BC
Criado em 2020, por técnicos efetivos do Banco Central, o Pix já é utilizado por mais de 170 milhões de brasileiros e movimentou R$ 35,4 trilhões em 2025.
Já o Zelle, operado por bancos privados dos Estados Unidos, possui cerca de 151 milhões de usuários e movimentou mais de US$ 1 trilhão em transações no ano passado.
Especialistas avaliam que as críticas americanas vão além da concorrência entre empresas e envolvem uma disputa crescente por controle de sistemas financeiros digitais e soberania econômica.
Com informações da BBC




