Agricultores pedem a suspensão de dívidas em função da crise do Covid-19

Agricultores do Amazonas acumulam dívidas atrasadas - foto: Ifam

Preocupada com a atual crise e a fim de reduzir os impactos socioeconômicos para agricultura familiar pelo coronavírus (Covid-19), a Federação dos Agricultores do Amazonas (Fetagri-AM) apresenta propostas de medidas, que considera urgentes em defesa dos povos do campo, da floresta e das águas.

A Fetagri pede a suspensão das dívidas dessas populações pelas instituições financeiras de operadoras do crédito rural, da cobrança de dívidas vencidas relativas de qualquer natureza, bem como a suspensão da contagem de tempo de inadimplência para as dívidas vencidas.

A proposta, que deve vigorar durante o período de vigência do estado de calamidade pública no Estado, prevê a garantia de aquisição dos produtos da agricultura familiar, assistência financeira à conservação ambiental, concessão de crédito, auxílio emergencial de renda básica, abono aos feirantes, recadastramento de aposentados(as) rurais e apoio a acesso à benefícios previdenciários aos agricultores familiares e isenção de ICMS da energia elétrica.

Presidente da FETAGRI AM, Edjane Rodrigues – foto: Altemir Viana

“Nesse momento de calamidade pública, o Estado tem o dever de proteger toda a população, prioritariamente os setores mais vulneráveis, estando os agricultores familiares entre eles. Por isso, a relevância dessas propostas nesse contexto”, defende a presidente da Fetagri, Edjane Rodrigues.

A agricultura familiar continuará se esforçando para continuar com seu papel fundamental para a vida – produzir alimentos para abastecer suas casas e oferecer aos mercados locais e regionais produtos de boa qualidade para alimentar as famílias.

A quarentena ou isolamento social impede o trabalho desenvolvido pelas famílias na agricultura familiar e gera prejuízos pela interrupção da produção de alimemtos. “É imprescindível tomar medidas de proteção social e econômica a essa população que vive do trabalho rural, das águas, da floresta e do extrativismo”, disse a presidente da Fetagri, Edjane Rodrigues.

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