
Estudantes do 5º ano do Colégio Santa Marcelina Rio de Janeiro colocaram em prática um projeto sustentável que une consciência ambiental, tecnologia e protagonismo estudantil. Batizada de “Seja um beija-flor: cada gota importa”, a iniciativa envolveu desde a implantação de um sistema de captação de água da chuva até a reativação de placas solares e a criação de uma campanha de recolhimento de resíduos especiais.
A proposta surgiu a partir da observação da rotina escolar. Por meio de uma metodologia investigativa, os alunos identificaram desafios como desperdício de água, ausência de coleta seletiva adequada e a inatividade do sistema de energia solar já instalado na unidade. A partir desse diagnóstico, passaram a desenvolver soluções viáveis, integradas em um protótipo funcional que reúne todas as melhorias pensadas pelo grupo.
Com apoio da equipe gestora e orientação das professoras Ana Claudia Andrade e Erika Antunes, os estudantes participaram de pesquisas, debates, visitas técnicas e produções audiovisuais. O projeto incentivou o “aprender fazendo”, estimulando competências como cooperação, responsabilidade social, pensamento crítico e cidadania.
Entre as ações implementadas está o sistema de captação de água da chuva, que permitirá o reaproveitamento para irrigação de jardins, limpeza de áreas externas e outras atividades, reduzindo o consumo de água potável. Já as placas solares, que estavam inativas, foram reativadas com o suporte de uma empresa parceira. A energia gerada abastecerá, inclusive, um totem de recarga para dispositivos eletrônicos disponível à comunidade escolar.
Outra frente importante foi a campanha de coleta de resíduos especiais, como pilhas, baterias, lâmpadas de LED e pequenos eletrônicos. Os próprios alunos produziram vídeos educativos e mobilizaram colegas e funcionários. A iniciativa resultou em parceria com a Recicla RJ, responsável pela coleta periódica dos materiais sem custos para a escola.
De acordo com as educadoras, os desafios enfrentados ao longo do processo — como limitações técnicas e necessidade de articulação entre diferentes áreas — fortaleceram o engajamento dos estudantes e enriqueceram o aprendizado. A experiência também incentivou mudanças de hábitos em casa, como economia de água, reciclagem doméstica e cultivo de hortas.
Com os resultados positivos, o colégio estuda ampliar o uso de energia solar para outros espaços e transformar a unidade em ponto de descarte seguro para a comunidade do entorno. A expectativa é que o modelo possa inspirar outras unidades da rede, mostrando que pequenas atitudes, quando somadas, têm potencial para gerar grandes transformações ambientais e sociais.




