
O Amazonas concentrou o maior número de Terras Indígenas (TIs) sob pressão de desmatamento no segundo trimestre de 2026, segundo relatório do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
A TI Yanomami, entre Amazonas e Roraima, lidera o ranking desde o início do ano. Outras três terras indígenas do estado também figuram entre as dez mais pressionadas da Amazônia Legal: TI Pirahã (6ª), TI Rio Biá (7ª) e TI Coatá-Laranjal (9ª).
O estudo aponta ainda que a Floresta Nacional (Flona) do Iquiri, no sul do Amazonas, é a segunda área protegida mais ameaçada pelo avanço do desmatamento no entorno, atrás apenas da Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. O Parque Nacional Mapinguari aparece na quinta posição.

Entre as terras indígenas sob ameaça externa, o Amazonas reúne quatro áreas no ranking: TI Caititu (5ª), TI Jacareúba/Katawixi (7ª), TI Peneri/Tacaquiri (8ª) e TI Água Preta/Inari (9ª).
Segundo a pesquisadora do Imazon, Bianca Santos, o avanço do desmatamento ameaça não apenas a floresta, mas também os territórios essenciais para a manutenção dos modos de vida dos povos indígenas. Já o pesquisador Carlos Souza Jr. defende o fortalecimento do monitoramento e da fiscalização para conter a devastação.
*Com informação do g1




