
O Amazonas registrou uma redução significativa nos índices de analfabetismo ao longo da última década, impulsionada principalmente pelos avanços observados entre jovens e adultos. Apesar do cenário positivo, os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um aumento no número de idosos que não sabem ler ou escrever.
Entre 2016 e 2025, o total de analfabetos com 15 anos ou mais caiu de 173 mil para 135 mil pessoas, representando uma redução de 22%. O movimento acompanha a expansão do acesso à educação básica e os resultados de políticas educacionais implementadas nas últimas décadas.
A diminuição também foi registrada em outras faixas etárias. Entre os maiores de 18 anos, o número de pessoas não alfabetizadas passou de 170 mil para 134 mil. No grupo de 25 anos ou mais, houve queda de 163 mil para 129 mil, enquanto entre aqueles com 40 anos ou mais o total recuou de 132 mil para 117 mil.
Em contraste com a tendência geral, a população idosa apresentou crescimento no contingente de analfabetos. O número de pessoas com 60 anos ou mais sem alfabetização aumentou de 60 mil para 68 mil no período, alta de 13,3%.
Se entre os mais jovens os resultados são positivos, a realidade é diferente para a população idosa. Atualmente, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 60 anos ou mais alcança 15,2% no estado, o equivalente a cerca de um em cada seis idosos.
Especialistas apontam que esse cenário está relacionado às dificuldades históricas de acesso à educação enfrentadas por gerações mais antigas, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.




