
Depois que o vídeo gravado por um trabalhador da Açaí Transportes Coletivos Ltda veio a público, com a acusação de que o presidente do Sindicato dos Transportes Rodoviários Urbano de Manaus, Givancir de Oliveira teria pego R$ 500.000,00 de propina para eliminar os cobradores daquela empresa que ná época tinha pouco mais de 700 funcionários, a dúvida agora é saber quanto as grandes empresas pagaram.
Nos grupos de WhatsApp e nas portas das garagens, trabalhadores do sistema querem saber quanto o presidente e pré-candidato Givancir dos Rodoviários de Oliveira teria pego da empresa Eucatur, que tinha mais 2.700 trabalhadores e do Grupo Baltazar com os mesmos 2.700 trabalhadores.
‘Vendidos por cabeça’
Os trabalhadores também questionam nas redes sociais, o valor recebido da Vitória Régia – antiga Global, que tinha 1.800 funcionários e se a negociação de propina foi feita em separado ou se os R$ 500.000,00 foi feito no bolo.
Para o ex-vice-presidente dos Rodoviários, Pedro Amaral (Gogó), com 15 anos na diretoria, acredita-se que as empresas pagaram por cabeça – cada cobrador teve preço fixo de R$ 714,28.
Ou seja, Gogó suspeita que as empresas maiores deram mais de R$ 1 Milhão, cada uma, para poder demitir os cobradores sem que o Sindicato pudesse retaliar, ‘fazer greve’ e convencer os cobradores de que os culpados eram a Prefeitura, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), o governo do Estado, a mudança do clima, jamais eles.
Queda de mais de 50%
Na época que o empresário da Açaí deu os R$ 500 Mil de ‘propina’ para o Givancir, existiam próximo 4.100 cobradores no sistema de transportes urbano em Manaus. Hoje não chega a 1.500. Ou seja, a categoria foi vendida a preço de ouro.
Se multiplicarmos pelos aproximadamente 2.000 cobradores vendidos, supostamente Givancia teria lucrado R$ 1.428,560,00 com a venda direta. O lucro foi impressionante.
A Conta não bate
Para o ex-vice presidente do Sindicato, o caso é escandaloso e requer que o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) sejam acionados.
Mesmo porque, já circulam pelos grupos dos trabalhadores rodoviários, dois vídeos feitos com Drones, mostrando o tamanho do patrimônio de Givancir, em contraste absoluto com os seus ganho salarial de R$ 3.100,00/mensal e mais R$ 4 Mil por mês pela função de presidente no Sindicato.
Toda a trama, vei a público depois que o empresário dono da Açaí Transportes Coletivos Ltda, Jorge Fernandes Garcia de Vasconcellos Junior, denunciou em um vídeo, uma forte movimentação do presidente dos Rodoviários para a redução e quase extinção de cobradores nas linhas de ônibus urbanos em Manaus. E tudo por um preço.
Projeto parlamentar
Tem outras questões, que envolvem a família Oliveira, um deles citados no aúdio acima sobre o mandato parlamentar de um deles e a fábrica de fazer dinheiro com greves.
Assista, novamente, o vídeo com o empresário da Açaí Transportes:




