TCEAM
Início Amazonas Com Ato Público mulheres comemoram avanços de oito anos da Lei ‘Maria...

Com Ato Público mulheres comemoram avanços de oito anos da Lei ‘Maria da Penha’

Ato Público em frente a Delegacia Especializada/Foto: Divulgação
Ato Público em frente a Delegacia Especializada/Foto: Divulgação
Ato Público em frente a Delegacia Especializada/Foto: Divulgação
Mulheres em Ato Público, em Manaus/Foto: Divulgação
Mulheres em Ato Público, em Manaus/Foto: Divulgação

A Delegacia Especializada em Crimes Contra Mulher (DECCM), da Polícia Civil do AM, promoveu na manhã de hoje, quinta-feira (07), um ato público de conscientização, para comemorar os oito anos de existência da Lei nº 11. 340/2006, mais conhecida por “Lei Maria da Penha”, que representa a luta das mulheres vítimas de violência praticada por seus companheiros.

O evento aconteceu em frente à sede da Especializada, no bairro Parque Dez, na Zona Centro Sul, e contou com a participação da Delegada Titular, Kethleen Gama e Adjuntas, Andrea Nascimento e Cristiane Perinazzo. Presentes, também, esteve a Delegada Catarina Torres, que atuou por 16 anos na unidade policial, além de representantes do Conselho Estadual do Direito da Mulher (CEDIM) e da organização não governamental “Maria Bonita”.

Para a Delegada Titular da especializada Kethleen Gama, mesmo após oito anos de criação da lei, ainda existem mulheres que não denunciam, ou por medo do marido ou vergonha, e para tentar reverter esse quadro, a Delegada fez um apelo. “Por mais que a mulher tenha medo de denunciar, pedimos que ela venha até a delegacia para receber aconselhamentos e orientações sobre os procedimentos”, disse.


Ketlheen enfatizou que mesmo sem o depoimento da vítima é aberto uma investigação e o autor é processado criminalmente, além disso, testemunhas também podem denunciar.

A lei é considerada uma das melhores legislações do mundo, e trouxe um olhar inovador para peculiar situação da vítima, pois, o estado toma para si a responsabilidade de prevenir a violência contra a mulher. A norma também fortaleceu a autonomia da mulher, com medidas protetivas, acompanhamento psicológico e social.

Um assistente de cozinha, de 39 anos de idade, que foi vítima de violência doméstica há mais de dois anos, contou que após várias agressões decidiu denunciar o agressor,  seu ex-marido. Ela disse que muitas vezes as agressões aconteciam frente do filho. “Foi difícil criar coragem para denunciar, mas ver meu filho presenciar aquelas cenas, me fazia ficar triste e me dava conta que nem ele nem eu deveríamos passar por aquilo. Depois disso, resolvi me separar, ganhei medida protetiva e hoje vivo livre de qualquer agressão”, contou a mulher.

A expectativa das autoridades policiais é que a lei e sua aplicação possa seguir rumo a transformações de valores e comportamentos permitindo a igualdade entre homens e mulheres, para que um dia a violência contra mulher seja extinta.

Artigo anteriorCPI da Pedofilia recebe documentação confidencial da Prefeitura de Coari/Am
Próximo artigoTRE-RO resolve impasse e PSDB tem candidato único ao governo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia

Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.