
O Ministério Público Federal (MPF) participou da 4ª reunião do Grupo de Trabalho sobre Mineração Ilegal do Ouro no Brasil, realizada no último dia 12, em Brasília.
O encontro foi promovido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), no âmbito do Projeto Aurum, iniciativa voltada à prevenção do garimpo ilegal na Amazônia.
A reunião reuniu representantes de diferentes instituições com o objetivo de fortalecer a atuação conjunta no enfrentamento aos impactos ambientais e sociais da mineração irregular. Entre os principais temas debatidos, esteve a destinação segura de substâncias tóxicas, como mercúrio e cianeto, apreendidas em operações. O manejo inadequado desses materiais representa risco à saúde de comunidades locais e ao equilíbrio dos ecossistemas.
O MPF destacou a importância da integração com órgãos parceiros, como forças de segurança e entidades ambientais, para ampliar a eficácia das ações. Segundo o órgão, o combate à mineração ilegal exige articulação institucional e tem relevância que ultrapassa as fronteiras nacionais.
Para 2026, o grupo definiu como prioridade o enfraquecimento da estrutura logística do garimpo ilegal. As estratégias incluem o aumento da fiscalização e do rastreamento de maquinário pesado, a revisão de lacunas na legislação que dificultam a responsabilização de financiadores e a intensificação de operações coordenadas em áreas remotas.
O Projeto Aurum busca fortalecer a capacidade das instituições no combate à mineração ilegal e ao tráfico de mercúrio, com foco na promoção do estado de direito e no desenvolvimento sustentável da Amazônia.




