Covid-19 entra em ‘aceleração sem controle’ em 5 Estados, diz MS

Foto: Reprodução

O Brasil está entrando em uma nova etapa da pandemia da covid-19, com cinco Estados passando da fase de “transmissão comunitária” para a “aceleração descontrolada” do alastramento do coronavírus. Nessa nova etapa, será impossível saber o número exato de infectados e o número de casos graves e de mortes deve disparar.

A tendência é que isso aconteça antes em São Paulo, Rio, Distrito Federal, Ceará e Amazonas. Segundo técnicos do Ministério da Saúde, isso ocorre porque esses Estados têm maior fluxo de pessoas que viajam ao exterior e também são grandes destinos de viajantes dentro do território nacional, caso de Brasília.

“Teremos essas situações nesses locais, em que não conseguimos prever a dimensão das contaminações. É isso o que essa fase [de aceleração descontrolada] significa”, comentou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo em entrevista coletiva no Ministério da Saúde.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse esta semana que, em um cenário otimista, devem morrer 100 mil pessoas pela doença naquele país. Na coletiva, Gabbardo se recusou a detalhar com quais cenários o Ministério da Saúde trabalha em relação a mortos e infectados no Brasil. “Neste momento, estamos trabalhando para que tenhamos a maior capacidade possível de leitos de CTI, equipamentos de proteção individual e pessoas para dar conta da demanda que vai acontecer”, disse.

Nos bastidores, técnicos afirmam que o cenário no país pode piorar muito nos próximos 20 dias. Cenas como as vistas atualmente em Nova York, com o colapso do sistema de saúde e corpos saindo de hospitais carregados por empilhadeiras, podem começar a ficar mais comuns no fim de abril. Mais para a frente, a disparada deve ocorrer no Sul do país, por conta das temperaturas mais frias do inverno.

“A gente sabe que quando começar o inverno, a tendência vai ser migração no número de casos para Estados da Região Sul”, afirmou Gabbardo. “É bom que não ocorra em todos os Estados ao mesmo tempo. Assim, teremos possibilidade de fazer remanejamento de equipamentos, de respiradores, e de pessoas, de médicos intesivistas para as áreas onde haja maior necessidade.”

Gabbardo disse que a recomendação continua sendo de “distanciamento social seletivo” para atenuar o alastramento da doença. E avaliou que o Brasil “teve sorte” por ter tido mais tempo para se preparar para a covid-19.

“Não tivemos nenhum país que tenha se preparado tanto para enfrentar o coronavírus como o Brasil fez”, disse. “Eles [Europa, EUA e Ásia] tiveram que se consertar, adquirir equipamentos, na parte mais difícil da doença.”

Hoje, o Brasil registrou novo recorde diário de casos, com 73 confirmações nas últimas 24 horas. O total de mortes pela covid-19 chegou a 432. O país é o 16º em número de casos e o 14º em número de óbitos por covid-19 no mundo. Os EUA lideram com 300.148 casos e mais de 8.141 mortes.

Fonte: Yahoo!

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