Dólar fechado a R$ 5, é fracasso do governo Bolsonaro

Dólar ultrapassa os R$ 5 e deixa governo em pânico - foto: recorte/Uol Economia

O que o presidente Jair Bolsonaro mais temia aconteceu: o dólar abriu esta quinta-feira (12/03) rompendo a barreira psicológica de R$ 5, marca que muitos especialistas dizem cravar a pecha de fracasso do governo Bolsonaro.

A divisas (U$) chegou a R$ 5,027, com alta de 6%.

O Banco Central reforçou seu arsenal e anunciou a venda de US$ 2,5 bilhões das reservas cambiais (de início venderia US$ 1,5 bilhão), mas tudo indica que não será suficiente para reverter a corrida por proteção na moeda norte-americana.

Após o anúncio de novo leilão, o dólar cedeu ligeiramente, para R$ 4,975.

A disparada do dólar reflete toda a insegurança dos investidores com o impacto do novo coronavírus na economia. Tudo indica que o mundo está mergulhando numa pesada recessão, com indústria e varejo dos principais países tombando. O Brasil deve ser arrastado por essa onda.

Por aqui, o clima azedou mais por causa da decisão do Congresso de derrubar o veto de Bolsonaro ao aumento do valor da renda de acesso ao BPC, o Benefício de Prestação Continuado pago a idosos e pessoas com deficiências de baixa renda.

Pelos cálculos do governo, a decisão do Congresso custará R$ 20 bilhões por ano ou R$ 217 bilhões em 10 anos. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, essa despesa não cabe no Orçamento e poderá representar o estouro do teto dos gastos. Ou seja, os investidores veem o ajuste das contas públicas em perigo.

No mundo, o nervosismo se acentuou depois do anúncio de medidas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enfrentar a disseminação do coronavírus. Entre as medidas, está a proibição de voos para a Europa por 30 dias.

As bolsas de valores da Ásia desabaram. O mesmo está acontecendo na Europa, onde os principais pregões registram perdas superiores a 5%, e não deverá ser diferente no Bolsa de São Paulo, que ontem desabou mais de 7%. No mercado futuro de juros, já não se aposta mais em queda das taxas de juros no país.

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