Entidades defendem a criação de redes no combate à desinformação nas eleições

Foto: Divulgação

As campanhas de desinformação registradas nos últimos processos eleitorais no Brasil e no Mundo foram alvo de debate realizado por representantes da sociedade civil organizada nesta terça-feira, 15/10, no auditório da sede da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, seção Amazonas. Com destaque à eleição de Trump, em 2016, nos Estados Unidos da América (EUA) e as eleições brasileiras de 2018, com a disseminação de informações falsas e enganosas, favorecendo os candidatos, aponta para a necessidade da construção de redes entre as instituições do Estado, as entidades da sociedade civil e os meios de comunicação independentes para combater a desinformação em massa nas eleições municipais de 2020.

Na parte da manhã, foi realizado o lançamento e a exibição do documentário “Democracia Digital” – uma produção Elo Company e IT&E. Em seguida, o debate “Desinformação em Eleições: desequilíbrios acelerados pela tecnologia”, conduzido pelo Thiago Rondon do IT&E, pelo diretor do MCCE, Luciano Santos e a participação da diretora de conteúdo da Agência Lupa, Natália Dourado.

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Na projeção do documentário com depoimentos de especialistas e profissionais na área da comunicação, fica evidenciado a utilização de técnicas de manipulação por governos em todo o mundo. Em um estudo sobre a desinformação digital, realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificou que o Brasil tem grupos profissionais de desinformação ligados a partidos políticos e a empresas privadas, utilizando ataques a opositores, distração de assuntos, fomento de divisões e supressão de pontos de vista divergentes.

O estudo não aponta nomes dos partidos e grupos responsáveis pela desinformação, embora indique a eleição de 2018 como “instância de partidos políticos espalhando a desinformação nas redes sociais”. E, para combater a desinformação até as eleições municipais no próximo ano, os debates e a realização dos cursos vão servir para construir em estados e municípios, redes de articulação e mobilização com a participação de públicos estratégicos.

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No turno da tarde, a agência Lupa ministrou a Oficina de Checagem e o IT& a palestra Cibersegurança nas Eleições (IT&E) para colaboradores do TRE-AM e também jornalistas e estudantes selecionados pela agência. A palestra serviu para desenvolver tópicos como: princípios éticos do fact-checking; metodologia de checagem; cibersegurança – (IT&E); consulta em bancos de dados públicos, entre outros. Os profissionais e estudantes que participaram da oficina presencial vão integrar o grupo de fact-checkers da agência e poderão ser chamados a produzir checagens sobre o estado durante as próximas eleições municipais.

O evento no Amazonas contou com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral-AM; Conselho Regional de Administração do Amazonas (CRA-AM), Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRC-AM), Conselho Regional de Economia (CORECON-AM), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). A estreia do programa aconteceu em Rondônia no dia 19 de agosto, na capital Porto Velho. E a segunda edição foi em Belém, no Pará no dia 20 de setembro.

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