Especialistas financeiros falam sobre os cortes realizados pelo Fed e Copom

Cortes devem continuar afirmam especialistas – Foto: Divulgação

A redução no Brasil, por votação unânime, foi um corte de 0,50%, o que deixa a taxa em 5,5%, renovando a mínima histórica, após a decisão, o Ibovespa segue operando próximo aos 105 mil pontos. O dólar chegou a subir cerca de 0,65% após a decisão do Fed de cortar 0,25% da taxa de juros e há uma abertura por parte de Powell para novos ajustes da taxa, o que quebra a possibilidade de um dólar abaixo dos R$ 4 ainda este ano. Há uma forte pressão sobre os movimentos dos EUA, já que a taxa baixa pode ser desinteressante aos investidores, por isso há grandes expectativas sobre os mercados emergentes. Há expectativas acerca de novos cortes, já que o titular da pasta deixou a possibilidade em aberto.

Para Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, é possível que haja ainda mais um corte, mas acredita que após ele, a taxa deve ser mantida nos 5%. Casabona pontua que o movimento do próximo corte previsto deve injetar mais investidores na bolsa de valores brasileira, já que há uma busca por maior rentabilidade. Ela afirma que a sinalização do Fed em seguir com as quedas causa certa tensão nos EUA.

Cortes devem continuar afirmam especialistas – Foto: Divulgação

Jefferson Laatus, Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, acredita que o foco principal no exterior agora é sobre a tensão entre Arábia Saudita, EUA e Irã. Sobre o Copom, Laatus ressalta o fato de estar em aberto a possibilidade de um novo corte ou não. Para Laatus, a decisão do Fed de seguir com cortes, deve desviar os olhares dos investidores para países emergentes como o Brasil.

Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital, acredita que foram confirmadas as previsões do mercado, “as previsões do mercado foram confirmadas, caso houvesse um corte maior, causaria grande turbulência”, afirma. Ele aponta que o momento atual não é propício para assumir riscos, porém frisa que isso pode ser necessário com a redução da taxa nos EUA. Bergallo acrescenta que a necessidade de investir em mercados emergentes e as tensões atuais do país devem fazer que o dólar ceda em breve.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui