
As enchentes devastadoras que assolaram o Rio Grande do Sul desencadearam uma corrida contra o tempo para encontrar pessoas desaparecidas. Graças à geolocalização de celulares, as equipes de resgate conseguiram localizar 49 indivíduos, trazendo esperança em meio à tragédia.
O Laboratório de Operações Cibernéticas (CiberLab), ligado à Diretoria de Operações e Inteligência do Ministério da Justiça, lidera esse esforço, utilizando informações do último aplicativo utilizado pela pessoa desaparecida, seja de mensagem ou rede social. Essa colaboração tecnológica é coordenada em conjunto com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul e recebe apoio das polícias civis do Pará, Pernambuco e Sergipe.
Até a noite da última quarta-feira (15), 47 das 49 pessoas encontradas estavam vivas, embora duas tenham sido vítimas fatais das intempéries. O CiberLab tem desempenhado um papel crucial nesses resgates, fornecendo dados precisos às equipes de segurança que operam no terreno.
O processo de geolocalização é realizado por meio de pedidos emergenciais aos provedores de aplicativos, permitindo que as autoridades identifiquem a última localização conhecida do desaparecido com base no momento em que usaram seus dispositivos móveis. Essa informação crítica tem sido fundamental para localizar pessoas em meio às áreas afetadas pelas enchentes.
Apesar dos esforços hercúleos das equipes de resgate, ainda há um número significativo de desaparecidos, com 104 pessoas ainda não localizadas, de acordo com o último boletim da Defesa Civil do estado. O saldo de mortes confirmadas é trágico, atingindo 151 vítimas.
Neste momento de adversidade, a tecnologia se mostra uma aliada poderosa na busca por sobreviventes e na coordenação dos esforços de resgate. A geolocalização de celular tem se revelado uma ferramenta crucial, proporcionando uma nova esperança em meio à devastação causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Fonte: CNN Brasil