
Dados do DOE mostram R$ 19,2 bilhões em custeio enquanto datas-bases da Seduc, Susam e Segurança continuam congeladas
O discurso oficial de “austeridade e restrição orçamentária” usado pelo Governo do Amazonas para congelar os reajustes de professores, policiais e profissionais da saúde conflita com os números apresentados no Diário Oficial do Estado (DOE) e com os discursos da pré-campanha de Roberto Cidade (União Brasil).
Enquanto os servidores estaduais amargam perdas inflacionárias devido ao atraso nas datas-bases da Seduc, Susam e Segurança Pública, a LDO de 2027 reserva R$ 19,26 bilhões apenas para “Outras Despesas Correntes” (custeio da máquina administrativa).
A opção política da gestão tem sido priorizar despesas operacionais em detrimento da valorização dos servidores públicos concursados ou a estrutura organizada de cargos do governo.
Contradição em período eleitoral
A contradição se aprofunda no início do período eleitoral: ao mesmo tempo em que alega falta de patamar de gastos com pessoal, que atinge 95% do limite máximo para conceder a reposição salarial prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Para o funcionalismo, o governador e pré-candidato à reeleição, lança promessas de novos investimentos e expansão de benefícios sem a garantia legal e respaldo do Diário Oficial do Estado (DOE). Ou seja, o governador tampão toma decisões a revelia da LRF.
Risco fiscal 2027
Análises econômicas apontam para um risco duplo em 2027. Se o governo eleito tentar cumprir as promessas de campanha sem lastro financeiro, o resultado será o sucateamento ainda maior da infraestrutura de escolas e hospitais.
Caso recue após o pleito sob a justificativa da crise fiscal já desenhada na LDO, estará confirmado o estelionato eleitoral promovido sobre os eleitores e os servidores do Amazonas.




