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Greve dos Transportes Especial feita por outro sindicato e de empresários contra empresários, prejudica trabalhadores

Ex-presidente do Sindespecial sobe no carro de som para chamar os ex-companheiros para a greve - foto: recorte

Paralisação política dos Transporte Especial feita pelo presidente dos Rodoviários, e candidato a deputado estadual, Givancir de Oliveira, deixa milhares de trabalhadores do Distrito Industrial sem conseguir chegar ao trabalho.

Na manhã desta quinta-feira (20), profissionais do transporte especial que realizam as rotas para o Distrito Industrial tiveram que paralisar os transportes de trabalhadores para o Polo Industrial de Manaus (PIM).


Curiosamente, o movimento grevista foi comandado pelo presidente de outra categoria. Quem estava à frente do movimento era o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir de Oliveira, e o ex-presidente do Especial, William Enock, que já deixou o movimento sindical para se dedicar ao ramo empresarial.

A paralisação afetou diretamente trabalhadores do Polo Industrial, que dependem do serviço para chegar às empresas. Com os veículos fora de circulação, muitos funcionários não conseguiram chegar aos locais de trabalho, comprometendo o início do expediente em diferentes pontos do Distrito.

Greve de Outro Sindicato

Em um vídeo divulgado, Enock disse que estava à frente da paralisação a pedido do presidente dos Rodoviários, para chamar os antigos comandados e que ele tinha feito “as pazes” com o grupo que o destituiu da antiga diretoria.

O presidente eleito, Josildo de Oliveira, irmão do presidente dos Rodoviários, não compareceu, deixando a mesa de negociação com os empresários a cargo de um candidato a deputado estadual (Givancir) e de um empresário do ramo (Enock). Givancir também é empresário bem sucedido dos transportes e construção civil.

Para o presidente do Sindicato dos Transportes de Cargas do Amazonas, Carlos Gonzaga, essa é a primeira vez que a direção de uma categoria negocia greve de outra.

Sem legitimidade

A greve dos Transportes Especial perde a sua legitimidade a partir do momento que outro sindicato interfere diretamente nas negociações de outra categoria. O que requer uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT), ou do Ministério Público Federal (MPF), sobre a real intenção da greve.

O motorista rodoviário, Flélix Nogueira, afirmou que tem certeza que é mais um movimento político partidário, do que um movimento grevista para correção salarial dos trabalhadores.

Até o momento, não há informação sobre quando os salários serão corrigidos, ne se o presidente dos Rodoviários, terá peso político para resolver o problema da outra categoria que não é a dele e, muito menos, se os empresários dos transportes vão aceitar a interferência.

Vídeo

VIAhttps://www.youtube.com/
FONTE@georgecurcio992
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