Lula já conta com 200 votos para ´enterrar´ impeachment

Lula comanda articulações/Foto: Divulgação

Como uma liminar do STF suspendeu sua posse como ministro-chefe da Casa Civil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo da suíte do hotel onde se hospeda, em Brasília, o seu escritório político. De lá, recebe deputados e senadores e comanda a articulação política do governo Dilma para enfrentar o processo de impeachment, em tramitação na Câmara.
Neste momento, Lula faz um mapa de votos e, por seus cálculos o governo pode enterrar o processo com mais de 200 votos. Ao mesmo tempo, discute o tom do discurso de Dilma no “day after”–  que, para ele, deve ser “um discurso de generosidade e pacificação do país’, conforme afirmou a seus interlocutores.

Segundo os cálculos de Lula, a presidente Dilma pode contar com 100 votos dos partidos de esquerda (PT, PC do B. PDT e PSOL) e mais 25 votos do PP; 25 votos do PR; 10 do PSD (sendo que, nesse caso, cinco ligados a Kassab e mais cinco baianos ligados a Jacques Wagner); 10 votos do PRB; e ainda 25 votos do PMDB e outros votos pingados de partidos nanicos e até do PSB. A partir daí, ele aposta no “efeito manada” – diante da perspectiva de vitória do governo, “muitos outros vão pular para dentro do barco”, diz Lula.

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