
CUT e Sindicato dos Metalúrgicos vão às ruas pelo presidente Lula, mas os principais aliados do presidente no Amazonas preferem deixar a campanha nacional em segundo plano
Enquanto dirigentes ligados à CUT e ao movimento sindical no Amazonas intensificam a mobilização em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o nome do petista tem aparecido de maneira bem discreta na reta final das campanhas de seus principais aliados no Estado, Omar Aziz (PSD), candidato ao Governo, e Eduardo Braga (MDB), que disputa a reeleição ao Senado.
O distanciamento ficou evidente no debate da TV A Crítica, realizado nesta segunda-feira (28). Omar, que disputa a eleição apoiado por uma coligação integrada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) encerrou sua participação pedindo votos para si e para Eduardo Braga, mas não mencionou Lula. Na mesma ocasião, apresentou-se como político de centro, afirmando não ser “de direita” nem “de esquerda”.

Entidade Sindicais
Diferente dos políticos “aliados”, estão as Entidades Sindicais. Em maio, o presidente da CUT Amazonas e do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, classificou uma grande mobilização em Manaus como um ato de agradecimento ao presidente Lula pela articulação em torno da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1.
Mais recentemente, nas ruas, as entidades da organização sindical no Amazonas também passaram a defender publicamente votos no presidente e em candidaturas do PT e de associadas à esquerda.
Estranhamente, o PT, PCdoB e PV formalizaram apoio a Omar para o Governo e a Eduardo Braga para o Senado, formando oficialmente o principal palanque de Lula no Amazonas. Na convenção da Federação Brasil da Esperança, em 1º de agosto, tanto Omar quanto Braga fizeram manifestações de apoio ao presidente.
Braga chegou a afirmar que o Amazonas e o Brasil “precisam de Lula”.
Desde então, porém, a exposição conjunta parece ter perdido espaço na comunicação da chapa majoritária. O episódio do último debate oferece um exemplo concreto: mesmo com a aliança nacional formalizada, Lula ficou fora do pedido de votos de Omar. Isso não significa rompimento, evidente, mas indica uma estratégia de campanha mais centrada nos nomes estaduais do que na nacionalização da disputa.
Divisão de tarefas desigual
Ou seja, enquanto sindicatos e setores da esquerda assumem esforço abertamente para associar a eleição estadual à candidatura de Lula, Omar e Braga têm concentrado boa parte de sua comunicação nas próprias candidaturas.
Ao mesmo tempo, as lideranças da esquerda amazonense mantêm Eduardo Braga (MDB) como seu principal nome para uma das vagas ao Senado.
Mulheres com o Lula 13:





