
Saúde de Lábrea vai às ruas: trabalhadores denunciam cinco meses sem repasses de recursos para os salários e cobram do governador tampão em campanha no município
Vídeos mostram trabalhadores da saúde protestando na chegada da carreata montada pelo governador tampão, Roberto Cidade e Wilson Lima (União Brasil), diante do Hospital Regional de Lábrea. O atraso dos recursos já motivou pedido de explicações à Secretaria de Saúde na Assembleia Legislativa.
A situação da saúde pública em Lábrea, no sul do Amazonas, resultou nos protestos de hoje (24), a céu aberto. Trabalhadores da área, profissionais e moradores aparecem em dois vídeos enviados ao Correio da Amazônia, cobrando do governador tampão e do seu candidato ao senado, a regularização de repasses destinados à manutenção dos serviços de saúde do município.
“Governador, cadê o repasse?” é a cobrança estampada logo no início de um dos vídeos. Ao fundo, dezenas de pessoas, muitas delas profissionais da saúde, seguram cartazes com frases como “A saúde não espera”, “É de direito, repasse e transparência” e outras cobranças relacionadas ao funcionamento da rede de saúde.
Um dos participantes afirma que o município está há cinco meses sem receber repasses para o pagamento de salários. “Nós estamos aqui para defender o direito da população. É o quinto mês que nós não recebemos o salários”, afirma um dos manifestantes no vídeo.
A fala prossegue cobrando recursos que deveriam contribuir para o funcionamento do hospital e demais serviços de saúde no município. Em outro trecho, a cobrança é mais dramática porque resume a gravidade apontada pelos trabalhadores: “Nós só temos esse hospital para cuidar da nossa gente”.
Crise que atinge moradores
As imagens mostram profissionais da saúde deixando seus postos e indo às ruas para cobrar condições de funcionamento da própria saúde pública. Não há apenas reclamação salarial. A cobrança envolve financiamento, manutenção hospitalar, logística e capacidade de atendimento.
Trabalhadores denunciam que existe muita dificuldade de acesso à saúde em toda a região. Em junho deste ano, por exemplo, a Justiça Federal determinou medidas para garantir atendimento médico e transporte de emergência em comunidades das reservas extrativistas Ituxi e Médio Purus, na região de Lábrea, após ação do Ministério Público Federal (MPF).
Quem paga a conta?
Se existisse, uma preocupação do governador de transferências de recursos para sustentar a saúde do interior, por que trabalhadores de Lábrea afirmam que os recursos não chegam regularmente?
O requerimento apresentado na Aleam em julho, pedindo providências em Lábrea, confirma que a suspeita de atraso foi formalmente levada ao Legislativo, mas, até aqui, não foram localizados os comprovantes para afirmar que as cinco parcelas mencionadas estejam efetivamente em aberto.
Enquanto essa prestação de contas não aparece, permanece a imagem das faixas em frente ao hospital: “Saúde não espera” para o governador e a sua comitiva ver.
Profissionais da Saúde pedem alimento nas ruas:




