
Uma suspeita de sobrepreço levou o Ministério Público do Amazonas (MPAM) a pedir a suspensão do show de Zé Vaqueiro no 27° Festival de Praia de Boca do Acre (a 1.234 quilômetros de Manaus). O cachê oferecido ao artista foi de R$ 600 mil.
Em sua ação, o MPAM alega que o valor pago ao artista tem sobrepreço de R$ 179 mil em relação à média do mercado. Em outros estados e até em municípios do Amazonas, como Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, o cachê do cantor foi bem menor do que o firmado com a Prefeitura de Boca do Acre. A média nacional do valor pago por shows de Zé Vaqueiro é de cerca de R$ 420 mil.
Ainda de acordo com o órgão ministerial, pagar um alto preço pelo show vai contra a atual realidade do município. Não há infraestrutura, falta água e a saúde também está um caos.
Em janeiro deste ano, o prefeito Frank Barros (MDB) chegou a decretar estado de emergência financeira e administrativa, alegando falta de recursos para serviços essenciais.
O festival em Boca do Acre começou no dia 30 de agosto e segue até 14 de setembro. Segundo a própria prefeitura, o evento tem custo total de R$ 1,3 milhão, bancado apenas com recursos municipais, sendo quase a metade do valor destinada ao cachê de Zé Vaqueiro.




